Presidente da Samsung é condenado à prisão por violações trabalhistas

Por Rafael Rodrigues da Silva | 17 de Dezembro de 2019 às 15h20
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Nesta terça-feira (17) o presidente e CEO da Samsung, Lee Sang-hoon, foi condenado pela justiça da Coreia do Sul a 18 meses de prisão por conta de violações às leis sindicais do país.

De acordo com os promotores responsáveis pelo processo, Lee e outros 24 atuais e ex-diretores da Samsung, que também foram condenados, utilizaram táticas ilegais para impedir que os empregados de suas fábricas se organizassem em um sindicato, incluindo até mesmo o corte de salários de empregados que se sindicalizassem ou a quebra de contratos com qualquer fornecedor ou consultor terceirizado que fosse a favor da sindicalização. Assim como a lei brasileira, a legislação da Coreia do Sul dá a liberdade para que os funcionários se organizem em sindicatos para facilitar as negociações de salário e benefícios com seus patrões, e deixa claro que, aqueles que escolhem se sindicalizar, não podem receber qualquer tipo de punição por isso.

De acordo com o The Wall Street Journal, a condenação do presidente da Samsung não deve causar nenhum tipo de impacto aos acionistas da empresa (como é possível ver na variação do valor dos títulos da Samsung, que se mantiveram em alta mesmo com a sentença), mas o jornal acredita que ela deve servir para pressionar a companhia a mudar sua cultura interna.

Mesmo assim, pode-se dizer que essa cultura já começou a ser mudada neste ano, quando a companhia, pela primeira vez, reconheceu um sindicato com mais de mil empregados, que se formou organicamente dentro da empresa. Além disso, no mês passado funcionários da Samsung Electronics estabeleceram um novo sindicato próprio da companhia, que funciona como uma subdivisão de um dos maiores grupos sindicais da Coreia do Sul.

Fonte: The Verge

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