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Nubank e Uber: gentileza como regra de ouro e interações mais respeitosas

Por Douglas Ribas Jr. | 30 de Abril de 2019 às 07h36

Há algumas semanas noticiamos aqui no Canaltech o lançamento da plataforma NuCommunity, rede social exclusiva do Nubank, que promoverá discussão, troca de informações e engajamento de clientes e não clientes da empresa. Na semana passada, informamos que a Uber adotará um sistema de reconhecimento textual de palavras impróprias, a fim de banir usuários e motoristas pela falta de respeito com demais membros da comunidade.

Gentileza gerando gentileza

Logo se vê que gentileza e respeito estão no centro da atenção dessas empresas. No caso da rede social do Nubank, a ideia é criar e nutrir Fórum próprio para troca de ideias e acompanhamento de novidades do seu mundo. Nas regras para participação – o “Guia para os primeiros passos na NuCommunity” – o Banco deixa clara a participação de membros da sua equipe no dia a dia da plataforma: a regra de ouro para aderir à rede é praticar o "respeito acima de tudo".

Segundo o Nubank, os integrantes do seu Fórum de Discussão devem ser educados e adotar um tom amigável nas manifestações. Destaca que “conteúdos preconceituosos, racistas, sexistas, homofóbicos, ofensivos, obscenos e/ou de ódio não serão aceitos” e quem burlar a regra será excluído da plataforma.

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Igualmente ao Fórum de Discussão do Nubank, a Uber aposta no seu Código de Conduta onde a principal diretriz para a comunidade composta por usuários e motoristas é o respeito mútuo, baseado em uma série de regras de bom comportamento. Tudo para que a experiência Uber seja cinco estrelas, conforme a empresa declara. Quem não se comportar adequadamente será banido.

Mas o que está por trás das medidas punitivas? Sem dúvida que limitar a responsabilidade do dono da plataforma!

Como acontece na prática?

Basta pensarmos no Facebook, igualmente objeto de notícia recente por aqui, sobre a alteração dos seus Termos de Uso de modo a se responsabilizar pelos abusos cometidos na rede.

Dentre tais alterações, ficou previsto que, na hipótese do uso de dados de usuários do Facebook para manipulação da opinião pública, a própria rede social será responsabilizada caso não intervenha na manipulação.

Portanto, tendo em vista que o Nubank e a Uber, assim como o Facebook cuidam da gestão das suas respectivas plataformas, o que lhes proporciona, inclusive, o exercício das suas atividades e o seu próprio lucro, respondem elas pelo ônus e risco, ou seja, devem vigiar e tomar medidas contra aqueles que vierem a se comportar de forma inaceitável, desrespeitando outros usuários.

As três empresas são apenas alguns exemplos de plataformas que adotaram regras de punição por meio de uma postura ativa para detectar mau comportamento de usuários. Quaisquer outras empresas e até pessoas físicas que encabecem outros meios de interação podem ser responsabilizadas por seus atos.

As advertências por parte das detentoras dessas plataformas são bem pertinentes. Fica bem claro para o usuário que, ao aderir às plataformas, deve respeitar as regras e adotar comportamento adequado. Caso contrário, pode ser banido e excluído.

Inclusive, o rigor na gestão das plataformas digitais é esperado pelo Poder Judiciário. Como exemplo, citamos caso julgado no ano passado, onde a administradora de grupo de WhatsApp foi condenada pela omissão, ou seja, respondeu por não tomar atitude, embora tivesse o poder de adicionar ou excluir qualquer membro.

Em princípio, essas empresas não respondem pelo teor das manifestações e comportamento dos seus usuários, ainda mais se considerado o fato de que elas não têm como saber, com antecedência, o que será postado pelos participantes das suas plataformas.

Porém, mesmo assim, todo cuidado é pouco, ainda mais no caso do Nubank, que já declarou expressamente a presença de membros da sua equipe na rede social, o que pode configurar uma espécie de poder moderador.

Na era onde a intolerância anda tão presente nas relações interpessoais, tanto online quanto offline, encerramos esse artigo festejando que os bons modos estejam em alta, ao menos em determinadas empresas populares no mundo digital.

Desejamos que mais e mais empresas fiquem atentas ao comportamento dos seus usuários, coibindo excessos sempre que necessário.

Esse é o anseio da sociedade e o esperado, inclusive, pelo nosso Poder Judiciário.

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