No primeiro dia do julgamento, advogado da Waymo acusa Uber de ignorar a lei

Por Redação | 05 de Fevereiro de 2018 às 17h57
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O primeiro dia do confronto entre Waymo e Uber nos tribunais já dá uma amostra do que pode vir nas duas próximas semanas. Acusações de traições e vitórias a qualquer custo fizeram parte do discurso dos advogados.

Nesta segunda-feira (5), a firma que representa a Waymo, empresa do grupo do qual faz parte a Google, disse na apresentação do caso que a Uber quer tanto "ganhar a todo custo" a corrida para desenvolver carros autônomos que não jogou limpo.

A disputa judicial entre as duas empresas é determinante para saber quem vai sair na frente no negócio de condução inteligente.

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Diante do júri de dez pessoas, no Tribunal Federal de São Francisco, o advogado da Waymo, Charles Verhoeven, afirmou que, para a Uber, "perder não é uma opção".

Os ataques no discurso continuaram fortes. Para o advogado, o ex-CEO da Uber, Travis Kalanick, sofria pressão para desenvolver a unidade de carros autônomos e decidiu que "ganhar era mais importante do que obedecer à lei".

Segredos roubados

A Waymo alega que a Uber roubou tecnologia para desenvolver seu próprio projeto. Segundo a companhia da Google, o ex-funcionário Anthony Levandowski deixou a empresa para conspirar com a Uber.

Após criar a Otto, startup de direção automática, Lewandoski vendeu a empresa para a Uber, logo depois de sair da Waymo. Com ele, levou junto segredos industriais e parte da equipe.

A Uber se defende e diz que não houve conspiração nem acesso a arquivos secretos, somente a tecnologia de conhecimento público.

Já a Waymo afirma que seu ex-engenheiro levou oito segredos industriais e baixou ilegalmente mais de 14 mil arquivos confidenciais no fim de 2015. Em 2016, Lewandoski assumiu a unidade de carros autônomos da Uber.

Multa bilionária

A decisão do júri pode determinar o futuro da Uber, caso tenha que pagar uma multa, que pode ser bilionária caso a decisão aponte para o fato de que os segredos eram confidenciais, e não de conhecimento comum. A Waymo estima o processo em US$ 1,9 bilhão.

Levandowski não é réu no caso, mas será testemunha da Waymo. Ele já não trabalha mais na Uber desde maio de 2017, depois de se recusar a colaborar com a empresa no processo, já que ele não teria entregado informações e documentos referentes ao processo.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos também investiga o caso, em um processo separado.

O advogado da Uber ainda não havia começado seu discurso até o fechamento deste texto.

Fonte: Reuters

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