MIT não vai mais fazer parcerias com Huawei e ZTE

Por Wagner Wakka | 07 de Abril de 2019 às 14h20

O MIT emitiu um comunicado nesta quinta-feira (4) em que diz que não vai mais fazer parcerias com Huawei e a ZTE. A instituição alega boicote às duas empresas em parceria com o governo dos Estados Unidos em investigações sobre quebra de sanções.

Segundo a vice-presidente de pesquisas do MIT, Maria T. Zuber, que assina a carta aberta publicada pela instituição, houve uma revisão das políticas de parceria para certos países. Nós “determinamos que a aproximação com alguns países — atualmente China, Rússia e Arábia Saudita — pede uma revisão adicional pelos corpos docente e administrativo para além de decisões habituais que tomamos sobre projetos internacionais”.

Este foi apenas uma eufemismo inicial para justificar o banimento de ambas empresas que se segue: “não vamos aceitar novas parcerias, ou renovar as existentes, com Huawei e ZTE ou suas respectivas subsidiárias por conta de investigações federais envolvendo violações de sanções restritivas. O Instituto vai revisitar colaborações com estas entidades conforme as condições permitirem”, aponta Zuber.

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Ambas as empresas passam por sanções pelo governo norte-americano há anos. A ZTE, por exemplo, chegou a ficar meses banida do mercado dos EUA por comércio com a Coreia do Norte, boicotada pelos norte-americanos. A ZTE chegou a pagar uma multa de mais de US$ 2 bilhões para voltar a participar de negociações no país ocidental.

Já a Huawei é alvo de suspeita de espionagem, sob o argumento de que a companhia poderia enviar informações de usuários do país americano para a Ásia.

Por conta disso, ambas as empresas são investigadas por um comitê de segurança do governo dos Estados Unidos, ação a que Zuber se refere em seu texto. No ano passado, a Meng Wanzhou, filha do fundador da Huawei e chefe financeira da empresa, foi presa no Canadá a pedido dos Estados Unidos. O motivo seria a suspeita de que a companhia chinesa estaria negociando com o Irã, país também sob boicote americano, o que feriria acordo entre China e EUA.

O MIT, contudo, não é a primeira instituição a fazer isso. Em janeiro deste ano, a Oxford, no Reino Unido, disse que pararia de receber financiamento da Huawei por conta de “crescente preocupação da opinião pública no últimos meses acerca de parcerias inglesas com a Huawei”.

A companhia chinesa também está sendo constantemente bombardeada pelo governo dos Estados Unidos, o qual fala abertamente sobre o medo de a Huawei fornecer aparelhos para conexão 5G. Outros países da Europa ainda discutem se permitem a participação da chinesa em seus mercados ou não.

Fonte: MIT

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