Membros de grupo de WhatsApp sobre abuso infantil são presos em 11 países

Por Felipe Ribeiro | 11 de Dezembro de 2019 às 11h05
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Autoridades espanholas confirmaram que 33 pessoas que pertenciam a um grupo de WhatsApp formado por homens e mulheres que praticavam abuso sexual infantil foram presas ao redor do mundo. Esses criminosos foram capturados em mais de 11 países diferentes, com 17 deles sendo apreendidos na própria Espanha.

Segundo os policiais, esse grupo continha uma infinidade de imagens estarrecedoras e que eram tratadas como normais pelos membros. Além disso, de acordo com um relatório, muitos dos presos em solo espanhol têm menos de 18 anos e são oriundos de diversas classes sociais e culturais, com imigrantes e cidadãos nativos.

No Uruguai, por exemplo, a polícia prendeu duas pessoas - uma delas mãe que abusou da filha e enviou imagens dessa atrocidade ao grupo. Em outro caso, um homem de 29 anos foi preso por não apenas fazer o download das imagens, mas também por incentivar outros membros do grupo a fazer contato com garotas - principalmente imigrantes que dificilmente iriam à polícia.

O cerco aos criminosos

A Polícia Nacional da Espanha começou a investigar o grupo há mais de dois anos, depois de receber um email com uma denúncia. Depois, alistaram a ajuda da Europol, da Interpol e das polícias do Equador e da Costa Rica, outros dos países em que os membros da quadrilha habitavam.

Além da Espanha, Uruguai, Equador e Costa Rica, foram realizadas prisões no Reino Unido, Peru, Índia, Itália, França, Paquistão e Síria.

Em um comunicado, a polícia disse que o grupo compartilhava "conteúdo pedófilo, às vezes de extrema gravidade, junto com outros conteúdos sem ilegalidades, mas que não eram adequados para menores por causa de sua natureza extrema". Alguns membros do grupo até criaram stickers ou figurinhas de WhatsApp com crianças sendo abusadas

A operação agora se concentrará em identificar as crianças sendo abusadas nas imagens.

Se você receber qualquer imagem dessa natureza, não compartilhe. Denuncie e avise às autoridades o quanto antes.

Fonte: BBC

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