Juiz proíbe Uber de usar informações pessoais de usuário

Por Redação | 26.07.2016 às 11:39
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A Uber foi proibida de usar informações sobre um passageiro em um caso que está correndo contra a empresa. A Corte norte-americana considerou que a empresa de pesquisa contratada para levantar os antecedentes do usuário pode ter cometido atos ilegais.

Em dezembro, o Spencer Meyer entrou com uma ação contra a Uber alegando que a cobrança de tarifas viola leis dos Estados Unidos. No mesmo dia, a Uber contratou a empresa de investigação Ergo para levantar os antecedentes de Meyer. No entanto, a Ergo conduziu pesquisas não apenas de Meyer, mas também de seu advogado, fornecendo informações falsas ao serviço de transporte de passageiros - o que causou uma repercussão negativa.

O juiz norte-americano Jed Rakoff apontou a atitude dos investigadores como fraudulenta e possivelmente criminosa. A empresa se defendeu dizendo que não estava ciente de que a investigação estava ligada a uma ação judicial.

O magistrado também viu a postura da Uber negativamente. "É um dia triste quando, em resposta a uma ação judicial, uma empresa se sinta obrigada a contratar investigadores não licenciados para conduzir pesquisas privadas sobre as partes", declarou. "É ainda mais triste quando esses investigadores mentem deliberadamente a amigos e conhecidos dos envolvidos na queixa para tentar conseguir informações depreciativas sobre eles", acrescentou Rakoff.

Rakoff decidiu que o relatório da Ergo não seria utilizado pelos advogados da Uber na ação, que não protestaram. O juiz e o CEO da Uber, Travis Kalanick, concordaram em pagar a Spencer Meyes e sua equipe de advogados uma quantia de dinheiro para cobrir honorários advocatícios e outras despesas causadas pelo ocorrido. Porém, o caso de Meyer contra a Uber ainda não teve um desfecho oficial.

Fontes: Reuters, The Verge