Intel enfrenta ação judicial por discriminação etária

Por Natalie Rosa | 28 de Maio de 2018 às 14h00
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A Intel está sendo investigada por possível discriminação etária, segundo noticia o Wall Street Journal. O caso, que começou em 2016, alega que a companhia demitiu funcionários mais velhos para manter apenas os mais jovens.

Trabalhadores com mais idade trazem mais custos para as empresas norte-americanas, como nota o The Verge, pois além de geralmente receberem melhores salários, eles têm mais chances de terem famílias, o que geraria um maior custo de benefícios.

Há dois anos, a Intel cortou 12 mil empregos com a fraca venda de computadores, anunciando ainda uma reestruturação na empresa. Segundo a fonte, dezenas de funcionários foram atrás de aconselhamento na justiça, registrando queixas também na Comissão de Oportunidades Iguais de Trabalho, a EEOC, dos Estados Unidos.

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Em defesa, a Intel afirma que idade, raça, nacionalidade, gênero, status de imigração e outras questões pessoais não foram influência para as demissões. No entanto, documentos mostram que em cerca de 2.300 destes despejos, a média de idade era de 49 anos, sendo ainda sete anos a mais do que a média do restante.

Recentemente, a IBM se envolveu em um escândalo parecido, quando documentos vazados mostraram processos judiciais de ex-funcionários pelo mesmo motivo. Segundo o documento, 20 mil pessoas com mais de 40 anos foram demitidas.

Agora, cabe à EEOC decidir se a denúncia é válida de acordo com suas normas.

Fonte: The Verge, Wall Street Journal

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