Google será investigado por monopólio em uma coalizão de 50 procuradores nos EUA

Por Claudio Yuge | 10 de Setembro de 2019 às 19h50
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A Google já vem sofrendo pesadas punições e investigações na Europa, por conta de monopólio na veiculação de anúncios e uso de apps, tanto em seu buscador, quanto no Android. As mesmas razões que já levaram a esses casos agora alimentam também uma massiva ofensiva contra supostas ações de truste efetuadas pela companhia de Mountain View.

Na última segunda-feira (9), e liderados pelo republicano Ken Paxton, do Texas, 50 procuradores-gerais de estados e territórios dos Estados Unidos assinaram ações com pedidos de informações em relação às práticas da gigante de buscas — Califórnia (estado onde fica a sede do Google) a Alabama foram os únicos que ficaram de fora. “O Google dominas todos os aspectos da publicidade e da pesquisa na Internet”, disse Paxton, ao protocolar o pedido de investigação na Suprema Corte norte-americana.

A medida foi comemorada pelo Open Markets Institute, grupo engajado em ações antitruste. “Aplaudimos os 50 procuradores-gerais do Estado por tomarem uma posição sem precedentes contra as gigantes da tecnologia, unindo-se para investigar a destruição da concorrência feita pelo Google em pesquisa e publicidade. Não vimos um grande caso de monopólio contra uma gigante da tecnologia desde que a Microsoft foi processada em 1998. O anúncio de hoje marca o início de uma nova era.", afirmou a entidade em nota oficial.

Companhia de Mounatin View já foi multada na Europa em casos antitruste (Imagem: Reprodução/Google)

Uma outra investigação, formada a partir de uma coalizão de procuradores-gerais do Colorado, Flórida, Iowa, Nebraska, Carolina do Norte, Ohio, Tennessee e Distrito de Columbia, foi lançada na sexta-feira (6) para saber se o Facebook “ameaça e reduz a qualidade das escolhas dos consumidores ou é responsável pelo aumento de preços no mercado publicitário".

Vale destacar que outros inquéritos paralelos relacionados a esse tópico estão em andamento, por meio do Departamento de Justiça dos EUA e a Comissão Federal de Comércio (FTC, em inglês).

Fonte: MS Power User

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