Google | Processos por discriminação etária somam US$ 11 milhões

Por Felipe Ribeiro | 23 de Julho de 2019 às 11h50
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Após um longo processo legal iniciado em 2015, a Google terá de pagar US$ 11 milhões (R$ 41,1 milhões) para 227 pessoas que acreditam ter sido injustamente preteridas na empresa por causa de sua idade. O acordo ainda está aguardando a aprovação do juiz que supervisiona o caso. A Google também se comprometeu com treinamentos adicionais para funcionários e gerentes para conscientizá-los sobre a discriminação por idade e questões relacionadas.

O desafio legal contra a gigante das buscas remonta a um caso apresentado por Robert Heath, em 2015. De acordo com Heath, ele fora entrevistado para uma posição que lhe foi dito por um recrutador que ele seria um "grande candidato". Mas depois ele descobriu que os funcionários que faziam a seleção possuíam um código interno para falar que determinado candidato era acima (ou abaixo) da idade "ideal". Durante a conversa, o entrevistador assumiu que a palavra "byte" significava oito bits que, segundo Heath, revelavam preconceitos de idade. Enquanto os sistemas modernos de computadores usam bytes de oito bits, os mais antigos podem ter bytes entre seis e 40 bits.

Enquanto Heath resolvia sua reclamação com a Google em dezembro, uma ação coletiva contra a empresa continuou com uma nova queixa, liderada por Cheryl Fillekes. De acordo com Fillekes, ela foi entrevistada para um emprego na Google em quatro ocasiões diferentes, mas sem nunca terem lhe justificado os motivos pelos quais ela não foi aprovada. Durante uma entrevista, ela afirma que lhe foi dito para enviar um novo currículo com as datas de sua formatura para que os entrevistadores pudessem ver quantos anos ela tinha.

Supondo que o acordo avance, US$ 2,75 milhões (R$ 10,2 milhões) do pagamento de US$ 11 milhões serão direcionados aos advogados que representam esse grupo de pessoas. Cerca de US$ 35 mil (R$ 130 mil) irão para cada autor envolvido no processo, com um adicional de US$ 10 mil (R$ 37,4 mil) indo para Fillekes, por ter sido o acusador principal.

A Google não é a primeira empresa de tecnologia a enfrentar reclamações por discriminação de idade. Intel, Oracle e Facebook também foram acusadas ​​de comportamento semelhante no passado.

Fonte: Engadget , ARSTechnica

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