Google pode ter que pagar US$ 1 bilhão à Oracle por uso indevido do Java

Por Redação | 29 de Junho de 2015 às 18h25

O Google sofreu mais um revés num longo caso que envolve a Oracle e o uso da linguagem de programação Java. A Suprema Corte dos Estados Unidos entendeu que a Oracle pode, sim, cobrar taxas de licenciamento por uso do Java e decidiu por não ouvir o Google, que alega não ter que pagar quaisquer taxas para tal.

Tudo começou quando a Oracle adquiriu a Sun Microsystems, dona do Java, em 2009, e resolveu passar a cobrar taxas de uso da tecnologia, sobretudo de grandes empresas. Uma das mais prejudicadas foi o Google, que utilizou o Java para desenvolver o Android e agora luta para não ter que pagar pelo uso da linguagem de programação.

Em documentos apelativos, a companhia de Mountain View reclama que se a Oracle vencer esse embate, "irá impedir uma grande quantidade de inovação", porque os desenvolvedores não poderão arcar com tais taxas e alavancar seus trabalhos.

Já que a Suprema Corte norte-americana decidiu não ouvir a gigante das buscas, o litígio retornará para São Francisco, onde um tribunal federal dará procedimento à defesa da companhia. "Continuaremos defendendo a interoperabilidade que sempre incentivou a inovação e competição na indústria do software", declarou a empresa nesta segunda-feira (29) após saber da decisão da corte.

A Oracle, por outro lado, não vê as coisas com os mesmos olhos e defende que o licenciamento de softwares é a chave para o desenvolvimento desse segmento da indústria. "Esta foi uma vitória para a inovação", defendeu Dorian Daley, conselheiro geral da empresa famosa por seus sistemas de banco de dados.

Ao todo, a Oracle pede US$ 1 bilhão em indenizações por uso indevido do Java pelo Google. Com a decisão de hoje, as ações do Google operaram em baixa de 1,1 pontos percentuais no período matutino, cotadas a US$ 525,74 cada papel. Curiosamente, o mercado não reagiu em favor da Oracle, que também viu suas ações caírem 0,6% e serem comercializadas a US$ 40,74 cada.

Com informações da Reuters

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