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Executivo da Apple diz que Qualcomm era única empresa capaz de fornecer modem 4G

Por Wagner Wakka | 22 de Janeiro de 2019 às 21h20
Wired

Recentemente, analistas de mercado apontaram que a Apple não deve entrar no mercado de smartphones com tecnologia 5G já em 2019. Agora, um comentário do diretor de arquitetura de sistemas para smartphones da Apple, Matthias Sauer, pode mostrar que a empresa realmente ainda deve demorar um pouco mais para abraçar a quinta geração da internet móvel — e a culpa será a briga entre a Maçã e a Qualcomm.

Sauer foi convocado para uma audiência na Federal Trade Commission (FTC), órgão que regula o setor nos Estados Unidos, por conta de uma investigação de monopólio contra a Qualcomm, principal fornecedora de modems para a Maçã. Em sua fala, o executivo apontou que a tecnologia da Qualcomm, em 2016 quando passou a adotar as peças da companhia, era a única capaz de fornecer o que a Apple precisava para os iPhones no que dizia respeito à conexão 4G.

Em 2014, ele contou que a Apple estava estudando usar tecnologia da Intel nos iPads, mas deixaram de lado a ideia, pois a fornecedora não trazia as especificações pelas quais a fabricante do tablet precisava. Com isso, ambas empresas cortaram relações e negócios para este ano de 2019. Atualmente, a Qualcomm se mostra a empresa mais atualizada no ramo de tecnologia de modems 5G e deve ser a pioneira em lançar peças para smartphones que pretendam fazer parte deste mercado — e, se o cenário continuar o mesmo, os iPhones não estarão neste grupo tão cedo.

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Qualcomm e Apple seguem em uma longa disputa jurídica. A fabricante de modems acusa a Maçã de quebra de patente de suas tecnologias e, ainda, de fornecer informações confidenciais para a que a Intel desenvolvesse peças parecidas. Com isso, a Qualcomm já conseguiu fazer com que alguns modelos de iPhones fossem proibidos de serem comercializados na China e também na Alemanha.

Por outro lado, a Apple acusa a Qualcomm de monopólio do mercado, o qual permitiu à fabricante praticar preços acima do considerado aceitável pela Maçã. Com isso, a FTC, nos Estados Unidos, passou a investigar práticas da Qualcomm que podem ser consideradas como quebra da lei antitruste no país. Por esse motivo, a alegação do executivo da Apple não soa tão chocante. Ao informar que apenas a Qualcomm poderia oferecer os chips para seus produtos, a fabricante do iPhone realça o caráter de monopólio que tanto pinta em sua rival jurídica.

Para se defender, a Qualcomm já disse ao tribunal nesta semana que a Apple exigia sempre muitas especificações em seus produtos, o que exigia que um novo chip fosse projetado todo ano. Assim, acusou a Apple de onerar o departamento de design da empresa, justificando o alto preço cobrado para pedidos da Maçã.

Fonte: Apple Insider

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