Departamento de Justiça dos EUA vai investigar empresas de tecnologia

Por Rafael Arbulu | 23 de Julho de 2019 às 21h30

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que abrirá investigações contra “empresas de tecnologia”, sem citar nomes específicos, a fim de aferir a veracidade de indícios de que elas utilizam procedimentos anticompetitivos em suas respectivas atuações.

Segundo informações da BBC, o órgão norte-americano disse que iniciou os procedimentos investigativos após “preocupações generalizadas” relacionadas a “serviços online de busca, redes sociais e algumas plataformas de varejo”. Vale citar que, em abril, o Departamento de Justiça havia informado que abriria investigação contra a Google sob acusação de que a empresa teria quebrado leis antitruste. É bem possível que esta seja uma das medidas atribuídas aqui.

“O Departamento de Justiça dos EUA disse que sua avaliação antitruste estaria considerando ‘como e de que forma as plataformas online líderes de indústria conseguiram atingir seus poderes de mercado e se estão atuando sob práticas que tenham reduzido a concorrência, diminuído a inovação e/ou tenha causado danos aos consumidores”, diz a reportagem da BBC.

Mark Zuckerberg, criador, co-fundador e CEO do Facebook, em audiência junto ao Senado norte-americano em 2018: Departamento de Justiça dos EUA anunciou que abrirá investigações contra as principais plataformas tecnológicas da indústria

Da forma como é enunciada, é possível que a investigação refira-se a como as principais empresas do setor cresceram exponencialmente, conseguindo criar novas e diferentes unidades de negócios e produtos, além de manter uma base expansiva e massiva de usuários.

Segundo Daniel Ives, um analista de mercado da empresa Wedbush Morgan ouvido pela BBC, há uma constante preocupação dos usuários com as empresas de tecnologia, especialmente no que tange à privacidade de dados e como gigantes como Google e Facebook passaram a dominar o setor de publicidade online, à medida que cada vez mais usuários utilizam aplicativos para gerenciar suas rotinas.

Entretanto, Ives argumenta que, se algum resultado sair dessa investigação, ele no máximo deve consistir de alguns ajustes nos modelos de negócios de cada empresa ou, no pior caso, algumas multas a serem pagas. A lei antitruste rege que empresas possam ser quebradas ao meio caso fique comprovada alguma prática anticompetitiva, mas casos que chegaram a esse extremo são raríssimos.

Possíveis investigadas, como Google, Apple, Facebook e Amazon, não teceram nenhum comentário.

Fonte: BBC

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.