Defesa entra com novo recurso no caso Silk Road

Por Redação | 13 de Janeiro de 2016 às 16h37

Em maio de 2015, Ross Ulbricht, o nome por trás do famoso mercado de drogas online Silk Road, foi sentenciado à prisão perpétua após ser considerado culpado da acusação de tráfico de entorpecentes ilícitos e outros crimes. Agora, seus advogados ganharam mais uma chance para tentar libertar o homem de 31 anos que se tornou o rosto da Dark Web.

Na última terça-feira (12), a defesa apresentou um argumento de 145 páginas para um novo julgamento. O documento pede que um tribunal superior descarte a condenação do réu em sete acusações; incluindo conspiração para traficar narcóticos, lavagem de dinheiro, práticas de hacking e também a indiciação como "chefão", geralmente reservada para chefes da máfia e líderes do cartel de drogas.

O recurso inclui ainda uma longa lista que descreve impropriedades e abusos na investigação do caso de Ulbricht. O argumento mais poderoso da defesa é: o tribunal suprimiu, erroneamente, informações sobre agentes federais que investigavam o Silk Road e usaram seus cargos privilegiados para roubar bitcoins do site e extorquir dinheiro de Ulbricht.

Os advogados alegam que os crimes cometidos pelos agentes corruptos não foram revelados para a defesa até o fim do julgamento. As acusações contra os dois agentes foram seladas meses após a condenação de Ulbricht. O documento focado na corrupção dos agentes federais envolvidos no caso é apenas uma parte de uma longa lista de protestos contra o tribunal responsável pelo julgamento.

Carl Force, um agente do DEA (Agência de Repressão às Drogas, na sigla em inglês), foi condenado a seis anos e meio de prisão por extorsão e roubo de Bitcoins durante a investigação sobre o Silk Road. Já o outro oficial do DEA, Shaun Bridges, conseguiu um acordo de confissão e foi condenado a pouco menos de seis anos de prisão.

A defesa argumentou que os agentes poderiam ter feito mais com o seu acesso ao site que simplesmente roubar o dinheiro ou enviar ameaças a Ulbricht. De acordo com os advogados, a dupla poderia ter usado seu acesso aos dados internos do Silk Road para fabricar provas, entre outros atos inapropriados.

Por fim, a defesa pede que o fundador do Silk Road seja julgado novamente, por um juiz diferente, para evitar a "mácula irremediável dos fatores impróprios considerados pelo Tribunal”.

Via Wired

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