Caso Uber-Waymo tem julgamento adiado com surgimento de novas provas

Por Redação | 19 de Dezembro de 2017 às 08h49
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Acusada por um ex-funcionário de possuir esquemas e meios fraudulentos de obter segredos de produtos de empresas concorrentes, a Uber agora enfrenta a Justiça norte-americana em um caso que ganhou um novo capítulo nesta semana.

Marcado originalmente para acontecer no começo deste mês, o julgamento foi postergado pelo juiz responsável pelo processo William Alsup para o fevereiro de 2018. Com isso, o objetivo de Alsup é dar mais tempo para que a Waymo, uma das principais prejudicadas pelo esquema, possa se familiarizar com as novas provas que surgiram pelas mãos de um ex-funcionário da Uber.

Dentre as novas alegações trazidas está a acusação de que a Uber teria tido acesso aos designs do LiDAR da Waymo após o uso de um sistema de coleta de dados automatizado que funcionou por um grande período de tempo, dando acesso aos segredos comerciais da empresa.

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Além das ações virtuais para obter acesso no melhor estilo hacker do mal, a Uber também teria agido em vigilâncias físicas ao usar agentes secretos para levantar informações sobre sua concorrente, inclusive através de escutas ilegais.

Ao que tudo indica, agentes infiltrados da Uber utilizaram os serviços de táxi da concorrente, chegando a se reunirem socialmente com os funcionários da empresa para obter detalhes sobre os modelos de negócios da Waymo, se inserindo em uma rede local que incluía contatos com os profissionais, com a polícia e com autoridades de regulamentação de serviços de transporte em Nova Iorque, EUA.

Há possibilidade de o juiz decretar a sentença logo após a próxima sessão, em fevereiro, uma vez que ele acredita que as novas provas trazidas pelas revelações do ex-funcionário da Uber confirmam as acusações feitas nas ações iniciais pela equipe de defesa da Waymo. Isso vai depender, em parte, do que a defesa da empresa decidir reivindicar após análise das novas provas.

Fonte: Tech Crunch

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