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Apple diz que Qualcomm a processou por ter se chateado com troca de fornecedor

Por Se Hyeon Oh | 14 de Março de 2019 às 07h44
CNN

Depois de mais uma semana de briga judicial, a Apple e a Qualcomm apresentaram nesta quarta-feira (13), em San Diego, os seus argumentos finais referentes ao processo de violação de patentes. A Qualcomm se concentrou em falar sobre uma determinada patente, enquanto a Apple argumentou que a fabricante dos chipsets estaria a atacando por ter sido trocada pela Intel.

Atualmente, o processo judicial envolve três patentes, mas a Qualcomm se concentrou na que permite um smartphone se conectar rapidamente à Internet depois que é ligado. Esta é a patente que o ex-engenheiro da Apple, Arjuna Siva, contribuiu na criação, mas não foi nomeado como sendo um dos inventores.

Após algumas reviravoltas, Siva decidiu testemunhar no início desta semana, dizendo que ele não se vê como um coinventor. A Apple, por sua vez, alega que alguém teria influenciado ele para dar essa declaração.

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Já dentro da corte, David Nelson, advogado de defesa da Qualcomm, fez questão de observar que Siva disse que não “reivindica” ser um coinventor, além de destacar que o ex-engenheiro não teve a oportunidade de ler a patente em que ele estava sendo envolvido. Em seu discurso de encerramento, ele ainda se dirigiu à defesa da Apple perguntando "Por que não mostrar a ele essas coisas?".

Enquanto isso, a advogada da Apple, Juanita Brooks, adotou uma abordagem mais abrangente ao encerrar os argumentos. Brooks explicou que a "motivação real" para as alegações de violação de patente da Qualcomm está relacionada à mudança da Apple para a Intel, com a adversária ficando chateada por isso.

A Maçã ainda afirma que, apesar das duas empresas terem tido um contrato de exclusividade desde 2011, a Qualcomm estava se aventurando na oferta dos seus chips para outros setores da telefonia móvel e que, portanto, a Apple também poderia “ser capaz de namorar outra pessoa".

Vale lembrar que a fabricante de chipsets está exigindo um valor de US$ 1,40 por cada iPhone em que alega ter a sua tecnologia embarcada, podendo chegar a um montante de US$ 31 milhões. Enquanto esta quarta-feira marcou o fim deste processo de violação de patentes, as duas companhias se reunirão novamente no tribunal no próximo mês para questionar as práticas de royalties da Qualcomm.

Fonte: 9to5Mac

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