Amazon quer impedir que Microsoft comece trabalhos em seu projeto com Pentágono

Por Wagner Wakka | 14 de Janeiro de 2020 às 13h40
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A Amazon ainda não desistiu do contrato bilionário com o Pentágono. A empresa planeja entrar com um pedido na Justiça norte-americana para impedir que a Microsoft faça qualquer trabalho significativo relacionado ao projeto JEDI até que sua contestação seja julgada.

No ano passado, as duas companhias - a Amazon, com AWS e a Microsoft, com a Azzure, suas respectivas divisões de cloud computing - participaram em uma concorrência de US$ 10 bilhões com o Pentágono para a oferta de serviços em nuvem pelos próximos 10 anos ao governo norte-americano.

Após negociações, o Pentágono escolheu o projeto proposto pela Microsoft. Contudo, a Amazon entrou com um pedido de contestação das negociações por interferência política. O próprio presidente Donald Trump era vocalmente a favor da Microsoft. Isso porque Jeff Bezos, co-fundador e CEO da Amazon, é também dono do The Washington Post, jornal que é um dos mais ferrenhos críticos do atual mandatário norte-americano.

A decisão sobre a contestação da Amazon está programada para ir a julgamento no dia 11 de fevereiro, motivo pelo qual a empresa pediu que o cronograma de atividades ainda não fossem iniciados pela Microsoft.

“Pretendemos entrar com uma moção de ordem de restrição temporária e/ou uma liminar para prevenir ordem de atividades substantivas sob contrato”, disse a Amazon em seu processo.

As duas empresas devem se reunir na data proposta para chegar a um acordo sobre o assunto. A Microsoft deve também pedir aos juízes que indefiram o processo de contestação da Amazon.

A empresa de Jeff Bezos deve entrar com este pedido em 24 de janeiro.

Fonte: Bloomberg

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