Amazon continua tendo problemas com leis e práticas trabalhistas

Por Fidel Forato | 07 de Outubro de 2019 às 09h57
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Em meio a críticas e denúncias trabalhistas, a Amazon se esquivou de um grupo de senadores americanos que exigia a divulgação de nomes das empresas terceirizadas contratadas pela varejista para fazer as entregas de suas encomendas nos Estados Unidos.

Em setembro, o senador democrata Richard Blumenthal, em conjunto com os senadores Elizabeth Warren e Sherrod Brown, escreveram carta para o CEO da Amazon, Jeff Bezos. A ação foi uma resposta às denúncias publicadas pelo BuzzFeed News e pelo ProPublica, que acusaram a gigante do e-commerce de trabalhar com empresas contratadas de entregas que não respeitam os direitos dos trabalhadores.

As denúncias vão de maus tratos a condições ruins de trabalho, além da falta de proteção e benefícios adequados no local de trabalho. No entanto, por esses parceiros serem contratados e não propriedade da Amazon, a empresa nega a responsabilidade.

Em carta de resposta, a Amazon alega inspecionar regularmente seus contratados em busca de violações da segurança do trabalho e fornece a esses funcionários uma "rede segura" para reclamações. A Amazon ainda esclarece que após o recebimento das informações, os contratos com as empresas foram rescindidos. No entanto, não divulgou os nomes de nenhum dos mais de 800 fornecedores de entrega contratados.

Em comunicado, o senador Blumenthal se diz profundamente decepcionado com a resposta evasiva da Amazon. Alega ainda que a resposta é vazia, dados os preocupantes fatos expostos nos relatórios. Para o democrata, é responsabilidade da Amazon garantir que seus contratados estejam seguindo as leis trabalhistas e regulamentos de segurança.

A Amazon também se recusou a responder diretamente os senadores, que alegam que a empresa trabalhou no sentido de bloquear a criação de um sindicato. Em sua carta de resposta, a Amazon disse respeitar o direito de seus funcionários de optar por ingressar ou não em um sindicato.

Nos últimos anos, legisladores e ativistas trabalhistas ao redor do mundo têm apontado, em tom de crítica, para as práticas trabalhistas da Amazon. No ano passado, o senador democrata Bernie Sanders apresentou projeto de lei que estipulava benefícios mínimos que a varejista deveria pagar a seus funcionários, chamada de Stop Bad Employers by Zeroing Out Subsidies Act e abreviada como Stop BEZOS.

Fonte: The Verge

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