Zynga é processada por grupo de acionistas da empresa

Por Redação | 02 de Agosto de 2012 às 11h30

Em dezembro de 2011, a empresa de jogos sociais Zynga tornou suas ações públicas, vendendo cada uma por aproximadamente US$ 10. Na época, os executivos de alto escalão e os funcionários que possuíam ações da empresa foram proibidos de vendê-las até o dia 28 de maio de 2012, mas um grupo conseguiu burlar essa decisão.

Essa turma vendeu suas ações em abril deste ano por US$ 12 cada, garantindo um lucro adicional de US$ 515 milhões.

Zynga logo

Na época, investidores e executivos venderam ilegalmente suas ações por US$ 12

O acordo gerou um processo interno, movido por alguns acionistas da empresa, nesta quarta-feira (1) com a alegação de recebimento de informações privilegiadas. "Empregados regulares da Zynga ainda estavam trancados com as vendas das suas ações. Mas os homens no topo, que viram que as ações estavam desvalorizando, tiveram tempo de vendê-las", afirmou ao The Verge Roy Shimon, advogado do escritório Ferrara que moveu a ação contra a empresa.

Quando a restrição expirou, em 28 de maio, as ações da empresa valiam US$ 6 e na última semana, um relatório informou que seu valor caiu para US$ 3.

Segundo o Business Insider, nenhuma quantia arrecadada com as vendas ilícitas das ações foram destinadas para a própria empresa, indicando assim que o montante foi distribuído entre os executivos de alto escalão. Os corretores cobraram em torno de US$ 15 milhões em taxas para arranjar as negociações durante o período de restrição.

Ao todo, cinco escritórios de advocacia entraram com processos de informações privilegiadas contra a Zynga e seus executivos. Se o caso prosseguir na justiça, os advogados irão buscar acesso aos e-mails internos e outros documentos para identificar o quanto o alto escalão da empresa sabia sobre a sua valorização na Bolsa de Valores.

Entre os beneficiados pelo acordo estão o CEO da Zynga, Marc Pincus, além de empresas investidoras como o Google.

Enquanto o CEO da empresa vendeu uma pequena porcentagem de suas ações na época, outros executivos chegaram a vender mais de 45% de todas suas ações.

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