Vendedor chinês de aplicativos piratas é condenado a 12 anos de prisão nos EUA

Por Redação | 12.06.2013 às 17:56

Xiang Li, 36 anos, morador de Chengdu, na China, foi condenado a 12 anos de reclusão em penitenciárias nos Estados Unidos por crimes de fraude e violação de propriedade intelectual por operar o site crack99.com, segundo informações do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos. O chinês faturou cerca de US$ 100 milhões (R$ 213 milhões) com a venda de softwares piratas para consumidores do mundo inteiro.

Ele foi preso por agentes norte-americanos em 2011 após ser atraído para uma suposta reunião em Saipan com empresários dos Estados Unidos, onde acreditava que iria entregar cerca de 20GB de dados. Saipan, uma ilha no meio do Oceano Pacífico, faz parte da Comunidade das Ilhas Mariana do Norte e, assim como Porto Rico, é uma comunidade dos Estados Unidos e está sob a jurisdição do país.

O site de Xiang era especializado em oferecer cópias ilegais de softwares industriais que possuem algum tipo de controle de acesso ou licenciamento. No documento judicial não foram especificados quais programas o chinês comercializava, apenas que eram produtos para simulação e desenho aeroespacial, defesa, eletrônicos, design, energia, engenharia, matemática, simulação de explosivos, mineração, gestão de águas pluviais, entre outros.

A renda de US$ 100 milhões foi identificada em mais de 700 transações financeiras para apenas 400 consumidores, com preço médio de US$ 140 mil (R$ 298 mil) por transação. Alguns dos principais clientes de Li Xiang eram originários de países que sofrem embargos comerciais pelos Estados Unidos para a comercialização de softwares, enquanto outros eram agentes governamentais estrangeiros e prestadores de serviços do governo dos EUA que detinham autorizações de segurança.

De acordo com o PC World, o uso de softwares crackeados para esses tipos de projetos pode ser particularmente problemático, já que é provável que as backdoors do software tenham sido prejudicadas no momento do crack, além de comprometer as atualizações de segurança periódicas lançadas pelos fabricantes.

Entre os clientes de Xiang identificados pelas autoridades dos Estados Unidos está um engenheiro eletrônico da NASA, que usou o software ilegal em uma rede da Agência Espacial para trabalhar em um projeto paralelo para o desenvolvimento de uma simulação térmica para a Huawei Technologies. Há também um empreiteiro que utilizou os softwares para projetar componentes para mísseis Patriot e sistemas de radar para helicópteros Black Hawk e da marinha.

As autoridades começaram a investigar Xiang Li — que deve ser extraditado para cumprir sua sentença nas próximas semanas — em 2010, quando agentes compraram uma série de softwares através do site chinês.