União Europeia quer mudanças na política de privacidade do Google

Por Redação | 16.10.2012 às 09:30

Na última semana, as autoridades de proteção de dados da União Europeia (UE) determinaram que o Google violou a legislação com as mudanças em sua política de privacidade. A gigante das buscas não dá aos usuários a chance de optar ou não pela separação no uso de seus dados.

Segundo o britânico The Guardian, a nova política permite que o Google combine quase todos os dados dos usuários em todos os serviços para quaisquer fins. A comissão francesa de proteção de dados (CNIL) vai realizar uma conferência de imprensa hoje (16) para anunciar os resultados das suas deliberações em conjunto com os chefes de proteção de dados dos outros países da União Europeia.

"A decisão da UE pode restringir a capacidade do Google de monetizar totalmente os dados pessoais dos seus usuários por meio de suas plataformas, e isso pode custar dezenas de milhões de dólares perdidos na receita da empresa", disse Bradley Shears, um advogado norte-americano que é especialista em lei de privacidade digital.

Bradley acredita ainda que a decisão da UE pode criar um efeito dominó, e levar agências reguladoras dos EUA e de outras partes do mundo a impor restrições semelhantes sobre o fato do Google misturar e rentabilizar os dados dos usuários.

Na época da criação da nova política de privacidade, o Google afirmou que a ideia seria simplificar a experiência do usuário, e disse ainda que estava confiante de que tinha obedecido "todas as leis e princípios de proteção de dados europeus".

Além dessa questão da privacidade de seus usuários, o Google também está em conversação intensa com a Comissão Europeia para definir outro assunto. A empresa é acusada de comportamento anti-competitivo pela maneira como ordena seus resultados de busca, utiliza conteúdo de outros sites e controla alguns elementos de publicidade.