Telexfree é condenada a devolver R$ 101 mil a um de seus divulgadores

Por Redação | 26 de Julho de 2013 às 17h21

Em decisão da 3ª Vara Cível de Rondonópolis, Mato Grosso, a Telexfree foi obrigada a devolver o dinheiro investido em seus negócios por um advogado da cidade. A companhia deverá devolver R$ 101,5 mil ao seu antigo divulgador, como são chamadas as pessoas que vendem os produtos da Telexfree.

Desde que a Justiça do Acre determinou a paralisação das operações da Telexfree, este é o primeiro caso em que um dos divulgadores consegue judicialmente o direito de obter seu dinheiro de volta por ter sido prejudicado pela paralisação das atividades da empresa. Samir Badra Dib, vice-presidente da OAB de Rondonópolis, pagou o montante de R$ 101,5 mil à Telexfree no mesmo dia que a companhia teve seus bens bloqueados pela Justiça, impedindo assim o pagamento de vendedores.

A Telexfree é acusada de fazer uso da prática conhecida como pirâmide financeira, proibida no Brasil. Através da pirâmide financeira, a empresa teria mantido um sistema de recrutamento progressivo de pessoas até atingir níveis que prejudicavam seriamente o retorno financeiro de suas operações. Estima-se que a Telexfree teria recrutado no Brasil pelo menos um milhão de pessoas.

Saiba mais: Telexfree: entenda a polêmica da empresa acusada de esquema de pirâmide

A empresa nega ter utilizado a prática ilegal no país e, desde que suas operações foram paralisadas, centenas de divulgadores têm feito protestos em todo o país pedindo que a decisão judicial seja anulada. No começo do mês, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a abertura de um inquérito policial para investigar as operações da companhia no Brasil.

Com informações da Exame.

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