John McAfee deseja voltar para os Estados Unidos

Por Redação | 10 de Dezembro de 2012 às 11h16

O fundador de uma das maiores empresas de antivírus do mundo, John McAfee, afirmou neste domingo (9) que deseja voltar para os Estados Unidos. O empresário foi preso na última semana na Guatemala por entrar ilegalmente no país ao tentar fugir de Belize, onde é um dos suspeitos pelo assassinato de Gregory Faull, seu ex-vizinho.

"Meu objetivo é voltar para a América, assim que possível", afirmou McAfee à Reuters, em entrevista por telefone do centro de imigrantes ilegais. "Eu gostaria apenas de poder fazer minhas malas e ir para Miami. Eu não acho que consigo compreender toda a situação política. Eu sou um embaraço para a Guatemala e estou complicando sua situação com Belize".

Os dois países vizinhos na América Central vivem em uma disputa territorial há décadas, e em 2013, os eleitores deverão decidir a situação em um referendo. E respondendo aos comentários de John McAfee, um representante do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que cidadãos americanos em países estrangeiros estão sujeitos às leis locais, e as autoridades de seu país de origem só podem averiguar se as leis estão sendo cumpridas de forma correta.

John McAfee

Reprodução: Reuters

Na última semana, o governo da Guatemala negou o pedido de asilo a McAfee e pretende enviá-lo de volta para Belize. Em seu blog pessoal, uma notícia afirmava que o empresário teve que ser hospitalizado depois de sentir fortes dores no peito logo após saber da decisão do governo guatemalteco.

McAfee ainda afirmou à Reuters que ele não tem mais acesso a internet e que a atualização do seu blog ficou por conta de alguns de seus amigos em Seattle, Washington. E no sábado (8), eles começaram a publicar documentos que afirmam que o governo de Belize é corrupto.

Em abril deste ano, a polícia de Belize invadiu sua propriedade para investigar se John McAfee mantinha um laboratório para a fabricação de narcóticos e posse de armas ilegais. O empresário se defende afirmando que tudo isso é uma forma de incriminá-lo pelo assassinato.

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