Fundador do Megaupload acusa a polícia neozelandesa de agressão

Por Redação | 07 de Agosto de 2012 às 17h12

De acordo com a agência Reuters, Kim Dotcom, fundador do Megaupload, o site de compartilhamento de arquivos que foi vetado da internet pelo FBI (Federal Bureau of Investigation) devido a pirataria e fraudes, colocou a boca no trombone e disse que a polícia neozelandesa o agrediu aos socos e pontapés durante uma invasão em sua mansão.

Dotcom é um cidadão alemão que está lutando contra sua extradição dos Estados Unidos para a Nova Zelândia e afirma que estava apavorado durante uma operação realizada em janeiro, por policiais armados, utilizando helicópteros.

"E então todos vieram para cima de mim. Tomei um murro no rosto, suas botas me chutaram até cair no chão", disse Dotcom no tribunal. "Eu estava gritando, com dor... E disse a eles que não havia motivo para me esmurrarem ou me machucarem, e pedi que, por favor, parassem".

Sob pedido do FBI, autoridades da Nova Zelândia invadiram a mansão alugada de Dotcom na região de Auckland, confiscando computadores e discos rígidos, além de carros artísticos e de luxo.

Entretanto, a invasão e a apreensão de provas já foram consideradas ilegais e o juiz determinará, essa semana, o que deverá acontecer com o material apreendido.

Segundo o FBI, Dotcom liderou um grupo que faturou 175 milhões de dólares desde 2005, copiando e distribuindo músicas, filmes e conteúdo protegido por direitos autorais, tudo sem autorização. Os advogados do empresário disseram que a empresa oferecia apenas o sistema de armazenamento online.

Dotcom e outros três elementos foram presos durante a operação. Ele foi mantido em custódia por um mês antes de ser concedida a fiança. A audiência está marcada para esta quinta-feira.

Um tribunal da Nova Zelândia deve atender a um pedido das autoridades norte-americanas para extraditar Dotcom por pirataria na internet, lavagem de dinheiro e violação de direitos autorais.

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