Avião de Evo Morales é impedido de voar devido a possível presença de Snowden

Por Redação | 03 de Julho de 2013 às 11h20

O avião que transportava o presidente da Bolívia, Evo Morales, teve que seguir uma rota alternativa depois de deixar Moscou, na Rússia, já que Portugal e França impediram o sobrevoo de seus espaços aéreos devido a rumores que afirmavam que Edward Snowden, responsável pelo vazamento de documentos sobre o programa de espionagem dos Estados Unidos PRISM, estaria a bordo.

Segundo a Associated Press, o ministro do exterior da Bolívia, David Choquehuanca, negou que Snowden estivesse no mesmo voo que o presidente Morales. Após o incidente, o avião foi forçado a pousar em Viena, Áustria, e as autoridades austríacas confirmaram que o jovem procurado por espionagem governamental nos Estados Unidos não estava no mesmo avião.

"Este é o ato hostil do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que usou vários governos europeus", ressaltou Ruben Saavedra, ministro da Defesa da Bolívia, que estava no mesmo voo com Evo Morales. O Departamento de Estado norte-americano não foi encontrado para se pronunciar sobre a acusação de Saavedra de que tenha forçado os governos francês e português a recusar acesso ao seu espaço aéreo.

Morales estava na Rússia para participar de uma reunião com os representantes dos principais países exportadores de gás, e durante uma entrevista para o Russia Today, o presidente boliviano afirmou que iria considerar um pedido de asilo a Edward Snowden. Após passar uma noite em Viena, o presidente e sua comissão já seguiram para a Bolívia após o incidente.

Sarah Harrison, assessora jurídica enviada pelo Wikileaks para ajudar Snowden, entregou no último domingo (30) pedidos de asilo para o jovem a 21 países diferentes, incluindo o Brasil. O Itamaraty confirmou o recebimento do pedido, mas optou por não respondê-lo. Outros países ainda estudam a concessão ou não de asilo político a Snowden.

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