Suécia garante: Assange não será enviado aos EUA se houver pena de morte

Por Redação | 22 de Agosto de 2012 às 13h01

Outro dado trouxe ainda mais dificuldades para a resolução do caso Julian Assange: a vice-diretora de assuntos penais e cooperação internacional do Ministério da Justiça da Suécia disse que "nunca entregaria uma pessoa ameaçada de pena de morte". Assange aguarda a resolução do problema na Embaixada do Equador, em Londres, onde está asilado desde o mês de junho.

Entretanto, a vice-diretora não garante que o criador do Wikileaks permaneça em seu país, se for entregue pelo Reino Unido. Saiu no diário alemão Franfurter Rundschau. Ela assume que a decisão depende dos Estados Unidos, pois o país precisa confirmar que o ativista não corre risco de pena de morte para que a Suécia o envie para lá - mesmo assim, o condenado pode pegar prisão perpétua, pois revelou dados confidenciais do Estado.

Segundo declarações de Cecília, repercutidas pela EFE, até o presente momento os norte-americanos não solicitaram, de maneira formal, a extradição de Assange.

De acordo com o Euro News, o presidente do Equador, Rafael Correa, declarou ontem que poderá tentar resolver o caso, recorrendo à Organização das Nações Unidas ou à Corte Internacional de Haia, mesmo sabendo que Assange está em segurança na Embaixada.

Correa também afirmou estar disposto a entrar em um acordo com o Reino Unido e a Suécia para que ambos os países não extraditem o fundador do Wikileaks para outro país, neste caso, os Estados Unidos.

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