Apple é acusada de sonegar bilhões de dólares nos Estados Unidos

Por Redação | 20 de Maio de 2013 às 19h56
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A Apple foi acusada nesta segunda-feira (20) de ser "uma das maiores sonegadoras fiscais" dos Estados Unidos por uma comissão de investigação do Senado. O comitê afirma que a companhia utilizou uma complexa "teia de entidades offshore" para evitar o pagamento de bilhões de dólares em impostos fiscais ao governo norte-americano.

O atual CEO da empresa, Tim Cook, se apresentará publicamente à comissão nesta terça-feira (21), mas, em comunicado prévio enviado à imprensa, a companhia afirma que não utilizou de truques fiscais como alega o comitê. A Apple possui US$ 145 bilhões (R$ 295 bilhões) em caixa, mas analistas acreditam que apenas US$ 45 bilhões (R$ 91 bilhões) do montante está baseado nos Estados Unidos.

Segundo a BBC News, a Subcomissão de Investigação Permanente do Senado tem investigado alguns métodos empregados por empresas multinacionais com seus lucros no exterior. Muitas empresas, assim como a Apple, estão sob investigação por sua relutância em repatriar seus lucros no exterior para seu país de origem. A alíquota de imposto de renda norte-americana sobre os lucros no exterior é de 35%, uma das taxas mais altas do mundo, no entanto, a maioria das empresas paga muito menos graças a reduções de impostos e isenções.

"A Apple não estava satisfeita com a mudança de seus lucros para um paraíso fiscal offshore de impostos baixos", afirmou o senador Carl Levin, presidente da comissão. "A Apple procurou o Santo Graal da evasão fiscal. Criou entidades offshore para segurar dezenas de bilhões de dólares, enquanto reivindica ser uma residente fiscal".

John McCain, membro do comitê, afirmou que a Apple alega ser uma das maiores contribuintes dos Estados Unidos, mas também é uma das que mais evadem no país. A companhia, por sua vez, rebateu as acusações afirmando que a Apple "não move sua propriedade intelectual para paraísos fiscais e os usa para vender produtos de volta nos Estados Unidos, a fim de evitar os impostos do país; não utiliza rotativos das subsidiárias no exterior para financiar suas operações domésticas; não detém dinheiro em uma ilha do Caribe; e também não tem uma conta nas Ilhas Cayman".

Além disso, a Maçã afirma que, somente em 2012, pagou US$ 6 bilhões (R$ 12 bilhões) em impostos nos Estados Unidos.

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