AMD alega que ex-gerentes roubaram 100 mil documentos confidenciais da empresa

Por Redação | 16.01.2013 às 12:25

A produtora de chipsets AMD apresentou nesta terça-feira (15) uma queixa contra quatro ex-funcionários da companhia, incluindo um vice-presidente e três gerentes, alegando que eles teriam roubado 100 mil documentos confidenciais da empresa antes de irem trabalhar em uma de suas principais concorrentes, a NVIDIA.

Segundo o ArsTechnica, a AMD alega que Robert Feldstein, Manoo Desai, Nicolas Kociuk e Richard Hagen coletaram os documentos seis meses antes de anunciarem sua saída da empresa e os armazenaram em discos rígidos externos, além de terem recrutado funcionários da AMD para trabalhar na concorrente. Feldstein foi o vice-presidente de estratégia da companhia até sua saída para a NVIDIA e ajudou a empresa a concluir contratos importantes para o lançamento da próxima geração da tecnologia de chips da AMD em consoles como Xbox, Playstation e Wii U.

A queixa da empresa alega que após Feldstein e Hagen terem saído da empresa, eles recrutaram Desai que, logo em seguida, recrutou Kociuk e, provavelmente, muitos outros funcionários para integrarem o quadro de profissionais da NVIDIA.

Os antigos profissionais tiveram seus computadores analisados e a AMD afirmou que foi comprovada a evidência de que Desai e Kociuk conspiraram com os outros ex-funcionários para desviar os arquivos confidenciais, de propriedade intelectual da AMD, com possível "intenção de acessar computadores protegidos da AMD, e/ou de algum modo excederem o seu acesso autorizado".

A AMD solicitou à corte medida cautelar em uma tentativa de recuperar seus arquivos, e afirma ter provas efetivas do roubo dos documentos efetuado pelos quatro ex-funcionários. Ela também entrou com um pedido de restrição, o qual foi concedido - que garante a posse de computadores usados pelos ex-empregados para serem usados em futura análise e investigação.