Vendas de jogos no Steam não sustentam boa parte dos desenvolvedores

Por Eduardo Hayashi | 26 de Março de 2018 às 11h50

É indiscutível que a seção Greenlight no Steam surgiu como uma ótima oportunidade para que desenvolvedores indies pudessem vender as suas criações em uma das plataformas de distribuição de games digitais para PC mais populares do mundo.

Em meio a algumas críticas, a Steam passou a substituir, no começo de 2017, o Greenlight pelo programa Steam Direct, que veio como uma proposta de solução à enorme quantidade de jogos de baixa qualidade que aparecem na loja por meio de um sistema de pagamento para que os desenvolvedores pudessem enviar os seus games para a aprovação da Valve. No entanto, parece que a medida ainda não resolveu o problema de uma vez por todas.

Para dar uma visão geral da situação atual do Steam, Mike Rose, líder da editora do game Descenders, deu uma palestra na Game Developers Conference (GDC) e abordou as vendas dos games para PC na plataforma da Valve.

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Mike Rose expõe cenário sobre vendas de games no Steam (Foto: PC Gamer/Wes Fenlon)

Segundo os dados apresentados por Rose, foram lançados aproximadamente 850 jogos apenas em fevereiro deste ano, em uma média de 40 títulos por dia. Desse número, cerca de 82% dos games não conseguem sequer lucrar o equivalente a um salário mínimo nos EUA, o que seria o mínimo para que os desenvolvedores conseguissem prosseguir com suas carreiras.

Embora as informações apresentadas pareçam uma crítica direta ao serviço prestado pela Valve, Rose deixou claro que o cenário pouco favorável não é de responsabilidade do Steam Direct, mas que é apenas um reflexo de uma "situação horrível". O desenvolvedor também lembrou que agora as equipes independentes têm muito mais oportunidades para divulgação de seus games graças à inciativa da Valve.

“É engraçado, não é, porque quando o Steam era fechado reclamávamos todo o tempo de que ele era fechado. Era um jardim com paredes. E quando eles deixaram todos entrarem nós agimos como ‘NÃO! Mantenha eles fora! GREENLIGHT!’. Odiamos eles não importa o que façam. Não é culpa da Valve, é só uma situação horrível. Mas também é uma ótima situação, porque mais pessoas podem fazer games. Eu penso que nos próximos anos haverá espaço para outra plataforma”, comentou Rose.

O objetivo do líder da Descenders também não foi desmotivar os desenvolvedores, mas apenas oferecer um panorama mais claro e realista da situação atual, aconselhando que os grupos indies sempre tenham um "plano B" para "o pior cenário possível".

Fonte: PC Gamer

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