O clássico Elifoot só existe até hoje porque alguém decidiu zoar o Palmeiras

Por Redação | 05 de Junho de 2017 às 09h37
photo_camera Divulgação Palmeiras

Muito antes da piada de que “Palmeiras não tem mundial”, outra provocação dos rivais contra o antigo Palestra Itália circulava pelos estádios e grupos de amigos. Em meados da década de 1990, era muito comum dizer que o clube só era campeão no Elifoot, o popular jogo de computador que permite aos jogadores controlarem times como se fossem técnicos. Apesar de ser uma forma de irritar os palmeirenses, a brincadeira acabou gerando um efeito um tanto quanto inesperado e motivou o criador do game a ressuscitar o projeto.

Lançado em 1987, o game acabou sendo abandonado por seu criador, o português André Elias, depois de algum tempo após o lançamento. Na época, Elias programava apenas por diversão e decidiu pausar um pouco o hobby para se dedicar aos estudos. Contudo, em 1996, quando decidiu procurar na internet por menções ao seu jogo, acabou se deparando com a provocação sendo exposta em um cartaz no meio de um estádio brasileiro. E a zoeira entre rivais serviu de combustível para fazer com que o pai do jogo retomasse sua criação.

Em entrevista ao UOL Jogos, Elias conta que descobrir a popularidade de Elifoot no Brasil lhe deu novo gás para voltar a criar novos conteúdos para o game. Para ele, a popularidade do game por aqui e o próprio Palmeiras são as principais razões que fazem com que o jogo continue existindo mesmo depois de três décadas desde seu lançamento original. Não por acaso, quando o assunto é o nosso país, o português se declara como um verdadeiro palmeirense.

Mesmo depois de tanto tempo, a base de usuários continua bastante significativa — ainda mais depois das últimas atualizações e do lançamento da versão do game para Android, que ajudou a fazer o jogo se popularizar por aqui. De acordo com Elias, em apenas dois anos, a versão para smartphones de sua criação já teve mais de dois milhões de downloads. Já quando tenta adivinhar quantas pessoas jogaram o game no computador desde a sua primeira versão, a estimativa salta para os 50 milhões.

Além disso, nem mesmo a investida de FIFA e Pro Evolution Soccer no mundo dos managers assusta o pai do Elifoot. Na verdade, o português acredita que o sucesso do seu jogo serviu de inspiração para que Electronic Arts e Konami adotassem algo semelhante em suas franquias. Porém, ele acredita que a simplicidade do seu jogo é o grande diferencial, atraindo jogadores saudosistas ou que simplesmente não querem mil opções e ferramentas para administrar. Assim, para a próxima versão do game, ele promete trazer de volta alguns elementos que estavam presentes nas edições mais clássicas do jogo, mas acabaram sendo retiradas com o tempo, como o comportamento dos jogadores, idade e aposentadoria.

Via: UOL Jogos

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