Pokémon Go recebeu US$ 20 milhões da Nintendo e do Google

Por Redação | 16.10.2015 às 10:56

O anúncio de Pokémon Go deixou muita gente animada com a possibilidade de levar a clássica experiência da série para o mundo real. Parte disso foi, obviamente, efeito daquele trailer sensacional liberado junto com a revelação do game, mas não podemos tirar o mérito da ótima ideia por trás do conceito.

No entanto, o que pouca gente sabe é o quanto foi investido para trazer Pikachu e companhia dos portáteis da Nintendo para o seu smartphone. Segundo a própria Big N, a Niantic recebeu um investimento de nada menos do que US$ 20 milhões da Pokémon Company, Google e da própria casa do Mario para produzir o game. E o dinheiro não para por aí: se o jogo for mesmo o sucesso que muitos acreditam que será, a desenvolvedora vai receber ainda mais US$ 10 milhões.

De acordo com o site Game Informer, esse montante milionário — principalmente para um game mobile, em que o custo costuma ser sempre bem reduzido em relação aos consoles — vai ser usado não apenas na produção de Pokémon Go, mas também na criação de outros jogos e também para continuar o suporte ao game Ingress, que traz a mesma ideia de realidade aumentada que veremos com os monstrinhos de bolso.

Além disso, o diretor executivo da Niantic trouxe mais detalhes sobre a criação do título que deixou os fãs do Pikachu enlouquecidos mundo afora. Segundo John Hanke, a parte conceitual de Pokémon Go começou a ser produzida ainda no início de 2014 e só ganhou forma de verdade recentemente. Segundo ele, após a reformulação do Google como Alphabet, a Niantic viu a oportunidade de fazer algo a mais e apresentou a ideia à Nintendo, que se empolgou com o que viu.

Hanke conta que o que mais chamou a atenção da produtora japonesa foi a possibilidade de atingir de maneira mais eficiente os mercados emergentes, onde o smartphone costuma ser a única forma interativa de entretenimento das pessoas. Assim, como Pokémon é uma marca mundialmente conhecida e amada, mas nem todo mundo teve a oportunidade de conferir alguns dos games para Game Boy ou Nintendo DS, a Big N viu ali a oportunidade para atingir esse público.

E essa declaração é muito importante para nós, brasileiros, pois mostra que a empresa está mesmo preocupada em levar Pokémon Go para várias localidades. Quando o game foi anunciado, muita gente segurou a empolgação ao acreditar que essa novidade iria se limitar apenas aos Estados Unidos, Europa e os países que sempre recebem essas coisas legais, deixando o Brasil de fora. Porém, se a ideia é atingir mercados emergentes — e a explicação sobre o uso dos smartphones como a única forma de jogar algo é real e faz muito sentido — já nos traz alguma esperança. Resta saber apenas se isso vai se limitar a São Paulo, por exemplo, ou mais cidades também vão ter seus Pokémon.

Pokémon Go

Além disso, o CEO da Niantic contou que os investidores da Nintendo viram no novo game a porta de entrada para um nicho novo dentro da empresa: o que leva a experiência para fora de sua sala de estar. Isso significa que, se Pokémon Go for mesmo o sucesso que todos esperam, a ideia pode ser replicada em outras franquias, como Mario, Yoshi e, se tudo der certo, um Pokémon Snap com realidade aumentada. Por favor, façam isso acontecer!

John Hanke conta ainda que, além do suporte a Ingress continuar graças ao investimento dado, a experiência obtida com o game até agora vai ser usada para trazer o game dos monstrinhos de bolso. E ele chega a citar até mesmo alguns dos elementos que podem aparecer, como a organização de eventos para reunir jogadores para que eles se aventurem juntos.

O único desafio mesmo que a Niantic precisa vencer está em relação aos hackers. Como o próprio CEO destaca, o Ingress possui uma média de jogadores na casa dos "sete dígitos" e, entre esses milhões de usuários, muitos conseguiram fazer alterações dentro do game e essa é uma das principais reclamações de quem abandonou o título. Assim, se eles querem que Pokémon Go seja um sucesso longevo, esse é um ponto básico que deve ser continuamente trabalhado.

Via: Game Informer, Re/Code