Para expandir mundo de Harry Potter, Niantic aposta no 5G e na nuvem

Por Felipe Demartini | 22 de Agosto de 2019 às 11h11
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A imagem de gente correndo loucamente por aí atrás de Pokémon já se tornou comum, mas não se assuste se, no futuro, esse burburinho for substituído pelo som de invocações de feitiços e batalhas campais de magia. Pelo menos é essa uma das apostas da Niantic para o futuro não apenas de Harry Potter: Wizards Unite, mas também dos jogos de realidade aumentada em si.

A ideia é garantir uma jogatina multiplayer em tempo real, sem lag nem problemas de conexão, utilizando a força de seus servidores localizados ao redor do mundo e também da tecnologia 5G. A desenvolvedora compartilhou um pouco destes objetivos tão ambiciosos durante o WB Games Summit 2019, evento da distribuidora que aconteceu nesta terça-feira (20) em São Paulo (SP), e trouxe novidades ou visões mais aprofundadas sobre alguns dos próximos lançamentos da marca.

Com a palavra estava Aramis Pelissari, que trabalha para a Niantic com foco no crescimento do mercado latino-americano, um dos mais fortes para a companhia. E aqui não estamos falando apenas de Pokémon GO, um sucesso indiscutível desde seu lançamento, mas também do próprio Harry Potter: Wizards Unite, o maior lançamento mobile da Warner no Brasil e que tem o nosso país como o quinto colocado em número total de jogadores.

Você já pode até conhecer o game, com as batalhas em lugares reais, caça por itens e duelos usando realidade aumentada. O que Pelissari exibiu no palco, entretanto, foi um olhar sobre o futuro do título, com jogadores se enfrentando em tempo real e lançando feitiços uns sobre os outros. Se, hoje, Wizards Unite é citado por muita gente como o “Pokémon GO de Harry Potter”, a demonstração exibida poderia muito bem ser definida como um “Call of Duty em realidade aumentada”.

Os testes, segundo Pelissari, foram feitos em condições ideais, utilizando uma combinação de iPhone 8 e Pixel 2, da Google, juntamente com uma conexão 5G ainda limitada oferecida por parceiros de telecom. Os resultados, entretanto, foram impressionantes, com uma jogatina sem lag e com comportamento em tempo real, com danos e efeitos sendo vistos da mesma forma por todos enquanto o game rastreava suas posições e gerava interatividade simultaneamente.

O segredo por trás de tudo é o que a Niantic chama de Nuvem AR, basicamente a alma que une todos esses elementos e os transforma em jogo. Na combinação das imagens capturadas pelos celulares envolvidos na ação, por exemplo, os servidores são capazes de determinar a posição de obstáculos e a profundidade do cenário, gerando elementos interativos de acordo.

Essa é, também, a forma de manter os jogadores ligados na tela dos celulares. Como o próprio Pelissari explica, os títulos da Niantic são focados em interação, prática de exercícios e experiências sociais. E, no último caso, nada melhor do que promover uma sadia guerra de feitiços entre amigos, entre uma partida de quadribol e outra. O 5G ainda está distante de nós, mas a desenvolvedora quer garantir estar preparada quando ele chegar.

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