Governo japonês pede desativação de Pokémon GO em Hiroshima

Por Redação | 28.07.2016 às 10:54

A cidade de Hiroshima, no Japão, se prepara para relembrar o dia em que foi bombardeada pelos Estados Unidos, em um dos eventos mais devastadores da história. E, agora, o governo japonês teme que o recém-lançado Pokémon GO possa interferir nas solenidades e, com isso, pede que a desenvolvedora Niantic remova personagens e pontos de interesse das proximidades da cerimônia anual, que é uma tradição local.

O evento está marcado para o dia 6 de agosto e deve acontecer no Memorial da Paz de Hiroshima. Todos os anos, familiares de vítimas, autoridades e a população em geral se reúnem ali para lembrar os mortos e orar pela paz mundial, na esperança de que eventos como os que aconteceram ali jamais se repitam.

Para os responsáveis pela cerimônia, a presença de Ginásios Pokémon, onde usuários batalham pelo domínio no território, e PokéStops, onde eles podem reabastecer seus itens, podem acabar interferindo na seriedade do momento. Tais locais aparecem, justamente, em pontos turísticos e monumentos, e o Memorial da Paz de Hiroshima acaba sendo um deles, reunindo jogadores desde o lançamento do game no país, na última semana.

Para lidar com casos assim, a Niantic possui formulários online, que podem ser preenchidos tanto por representantes do governo quanto por usuários comuns. A remoção das localizações do jogo, entretanto, não é garantida, com a empresa afirmando que analisa os casos individualmente de forma a pesar o interesse público com aqueles apontados pelos reclamantes.

Hiroshima não é o primeiro local a fazer um pedido formal desse tipo. Na cidade de Washington, o governo local já solicitou a remoção dos Pokémon e outros pontos de interesse nas proximidades do Museu Memorial do Holocausto e do Cemitério Arlington, que também relembram mortos em guerra. Na Alemanha, o Museu de Auschwitz, antigo campo de concentração nazista, também fez um pedido semelhante, optando também por proibir seus visitantes de jogarem Pokémon GO por considerar essa uma atitude desrespeitosa a todos os que sofreram naquele local.

Fonte: The New York Times