Acusados de crimes sexuais são proibidos de jogar Pokémon GO em Nova York

Por Redação | 01 de Agosto de 2016 às 15h48
photo_camera Divulgação

Desde que foi lançado há quase um mês, Pokémon GO tem sido alvo de várias polêmicas envolvendo o vício de jogadores dispostos a quase tudo para capturar os monstrinhos. Agora, autoridades norte-americanas fizeram um alerta de que o game da Nintendo pode ser usado por centenas de pessoas acusadas de agressão sexual e, por este motivo, querem que o título seja bloqueado para esses indivíduos investigados.

Quem fez essa afirmação foi o governador do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, que pediu nesta segunda-feira (1º) que os serviços de liberdade condicional proíbam quase 3 mil molestadores sexuais fichados de jogar Pokémon GO. A medida é para "proteger as crianças de Nova York", e Cuomo já ordenou ao Departamento Penitenciário e de Liberdade Condicional (DOCCS, em inglês) que impeça a utilização do game por pessoas condenadas por crimes sexuais que cumpriram sua condenação e já estão em liberdade, mas que mesmo assim seguem fichadas na polícia.

O governador também pediu que o DOCCs proíba os delinquentes sexuais de brincarem com outros games similares ao título da franquia Pokémon. Cuomo também dirigiu uma carta à Niantic, desenvolvedora do jogo, pedindo que evitasse que estes ex-delinquentes brincassem com o jogo mais popular do momento, que consiste em capturar criaturas virtuais que a câmera do telefone mostra nos locais próximos ao jogador.

Segundo o governador, a decisão foi tomada depois que dois senadores de Nova York divulgaram um relatório na semana passada que aponta que algumas crianças haviam jogado, sem saber, Pokémon GO perto da casa de cem delinquentes sexuais fichados. Além disso, o documento enviado pelos senadores Jeffrey Klein e Diane Savino descobriu que, nessas áreas, estão localizados pelo menos 59 Pokéstops e ginásios – alguns deles não têm nem um quarteirão de distância um do outro.

"A prioridade é proteger as crianças de Nova York, e à medida que a tecnologia segue adiante devemos garantir que estes avanços não ofereçam novas oportunidades para que os perigosos abusadores consigam outras vítimas", disse Cuomo.

A medida do governador faz sentido, uma vez que já existem casos de criminosos que estão usando os Pokéstops para atrair vítimas e, assim, roubá-las. Até o momento, ainda não foi relatada nenhuma situação envolvendo abuso sexual. Contudo, levando em consideração que mais de 75 milhões de pessoas já baixaram o jogo em seus smartphones, tudo indica que, daqui para frente, as autoridades ficarão mais atentas aos efeitos negativos que a caça Pokémon pode trazer no cotidiano dos usuários.

Nos Estados Unidos, todas as pessoas condenadas por crimes de natureza sexual ficam registradas em um arquivo específico. Elas devem garantir que seus dados, em especial o domicílio, estejam atualizados. O governo ainda exige que esses acusados forneçam todos os e-mails, nomes de usuário e senhas usadas em quaisquer sites da internet. Desde que entrou em vigor em 2008, a lei que criou esse banco de informações de condenados por abuso sexual já computou cerca de 52 mil registros relacionados a mais de 18,5 mil criminosos sexuais.

Fonte: AFP via New York Daily News, The Verge

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