Downloads da App Store caem 5% pela primeira vez desde 2015

Por Thaís Augusto | 04 de Abril de 2019 às 22h40
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A Apple registrou uma queda de 5% nos downloads da App Store. O número pode parecer pequeno, mas é a primeira vez que a empresa sofre uma redução nas taxas de download de sua loja de aplicativos desde 2015. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Morgan Stanley.

Por outro lado, a Maçã pode comemorar outros resultados: no mesmo período, a Apple registrou um crecimento de 15% em sua receita, estimada em cerca de US$ 3,7 bilhões.

Em outras palavras, o relatório aponta que os usuários do iOS estão baixando menos aplicativos, mas gastando mais quando decidem fazer um download. E, como é de se esperar, a maior parte da receita de aplicativos é proveniente dos games que possibilitam compras in-app.

"Embora o declínio nos downloads seja algo que os investidores devem monitorar, não é necessariamente indicativo das tendências de uso de aplicativos do consumidor, já que a receita líquida da App Store está mais correlacionada com o gasto por download", explicou o Morgan Stanley.

Enquanto isso, a Play Store da Google registra metade da receita da App Store, embora tenha o dobro de downloads.

Em 30 de abril, a Apple apresentará seus resultados financeiros dos três primeiros meses do ano, e então saberemos se as previsões do banco estão corretas.

Empresas contra Apple

Segundo o Morgan Stanley, o declínio de downloads pode ser explicado por um movimento das empresas do setor de entretenimento, como Netflix e Spotify, que optaram por oferecer por conta própria as assinaturas dos seus aplicativos para iOS.

"No trimestre de dezembro, o crescimento da receita líquida de entretenimento desacelerou. Isso pode ser resultado direto das ações tomadas por algumas grandes empresas de entretenimento que não suportam mais a plataforma de pagamento da Apple como um método de pagamento para novos assinantes", disse o relatório.

No início do mês passado, o Spotify chegou a denunciar a Apple por práticas desleais cometidas na App Store.

Na época, o CEO do Spotify, Daniel Ek, declarou que as regras impostas pela Apple limitam e sufocam as empresas. "[A Apple] atua essencialmente como jogador e árbitro para prejudicar deliberadamente outros desenvolvedores de aplicativos”, escreveu no blog do Spotify.

Ele ainda disse que o pedido de interferência regulatória para garantir a concorrência justa vem "depois de tentar, sem sucesso, resolver os problemas diretamente com a Apple". O Spotify reclama das altas taxas cobradas pela Maçã sobre assinaturas em aplicativos — o "imposto da Apple", como definiu o CEO, cobra 30% do valor pago pelos usuários no primeiro ano, e 15% nos demais.

Fonte: Android Authority9TO5Mac

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