Aplicativo de segurança é banido da App Store

Por Redação | 16.05.2016 às 16:13

A Apple baniu recentemente da App Store um aplicativo capaz de informar os usuários se alguma ferramenta de terceiros tentasse espionar comunicações ou obter acesso aos dados do proprietário do dispositivo. O processo de aprovação para novos aplicativos da loja já é conhecido por ser bastante restrito e rigoroso, e parece que foi justamente esse o problema que causou a remoção do app chamado System and Security Info.

O aplicativo, desenvolvido por Stefan Esser, também era capaz de mostrar para o usuário se um determinado software utilizado no telefone era mesmo autêntico, além de detectar malwares ou outros softwares indesejados. Era possível saber até se o aparelho teria sofrido o processo de jailbreak sem o conhecimento prévio do proprietário.

Infelizmente, o app teve alguns problemas ao passar por um dos processos de aprovação da Apple antes de finalmente chegar na App Store, e acabou sendo removido. O desenvolvedor foi avisado pela Apple que "detectar fraquezas e problemas no telefone de um usuário não era permitido", e que isso poderia levar a "diagnósticos de funcionalidade potencialmente imprecisos para dispositivos iOS". A declaração oficial da empresa para a remoção do app foi postada na íntegra por Esser em seu Twitter pessoal.

O desenvolvedor ficou confuso com a decisão final da empresa, e ainda declarou que vários outros apps com as mesmas funções estão disponíveis para download sem qualquer problema na App Store. Mas o maior culpado pela retirada da app foi o fato de Esser ter lançado o mesmo aplicativo em outra versão para dispositivos com jailbreak, o que viola diretamente as políticas da Apple.

Contudo, mesmo assim a decisão parece ir contra a mensagem de defesa da privacidade de seus clientes. É uma decisão que tem tudo para deixar alguns usuário de iOS confusos, podendo até afetar a relação da Apple com outros desenvolvedores. Acaba não restando muito incentivo para criar novos aplicativos quando a Apple decide tomar decisões desse tipo. Até o momento a empresa não comentou o caso oficialmente.

Via: The Next Web