Primeiras impressões do iOS 7 para um usuário e desenvolvedor

Por Colaborador externo | 17 de Junho de 2013 às 10h00

Por: Júlio Fábio Chagas*

Era exatamente 10 de junho, 22h22, quando chegou o e-mail da Apple avisando aos Registered Developers que eles já poderiam iniciar o desenvolvimento para o mais novo sistema operacional iOS7.

A partir das 22h23 até 01h30 do dia seguinte, os developers já estavam congestionando os servidores com tanto acesso e download do xCode5 beta e do iOS7 beta. Consegui iniciar o meu download somente às 2h20 da madrugada e finalmente pude ir dormir. Logo pela manhã, eu já estava testando a versão beta do iOS7 em um iPhone 5 modelo A1148, preparado para o padrão LTE Americano.

As percepções que posso descrever percorrem dois pontos de vista:

Como usuário:

Foi grande o impacto do minimalismo da nova interface. Muito mais leve, o novo design surpreende pela simplicidade dos elementos gráficos. Mas a mudança não ficou restrita ao formato e cores. A navegação nos grupos de apps agora utiliza o conceito de profundidade ou navegação em níveis de contexto.

Neste aspecto ficou mais fácil identificar sua locomoção entre as aplicações, pois até o conceito parecido a um 'Alt-Tab' com a lista das janelas abertas foi implementado.

Não tem mais o duplo clique no botão home e depois ficar pressionando algum ícone para iniciar o processo de derrubar aplicações. Agora, na lista de janelas apresentadas, basta "jogar" a janela para fora do espaço e a aplicação deixa de estar em execução.

A mudança na tipografia de fontes, sua configuração de tamanhos e as cores mais leves dão a impressão de maior tranquilidade e leveza ao usuário.

O novo dashboard de funções, acessado a partir da tela bloqueada, traz mais facilidades ao usuário no conceito "clique menos e faça mais". Por exemplo: agora, a partir da tela bloqueada, é possível, nesta versão beta, ligar e desligar lanterna, Wi-Fi, Bluetooth, Não Perturbe, entre outros.

Como Desenvolvedor:

É pouco comum analisar o impacto do projeto de interfaces de usuário na economia de consumo de bateria e CPU. Com este novo conceito de interface, Jonathan Ive, talvez sem querer (duvido), tenha conseguido otimizar o consumo do processador e memória disponível simplesmente trabalhando conceitos gráficos.

Mas como assim? Exibir imagens de alta definição (HD) com grande quantidade de pixels e cores, mesmo que em pequenos espaços de tela, o que acontecia com quase todos os ícones e demais elementos gráficos, demandam consumo de memória e performance de processamento gráfico.

Com este novo conceito de design flat, que não é uma novidade no mundo dos designers, utiliza-se menor quantidade de memória por ter muito menos informações gráficas a serem armazenadas, acessadas e consequentemente processadas.

Essa simples e corajosa mudança trouxe muitos benefícios no que diz respeito a tempo de resposta do sistema operacional. Os demais pontos de melhorias do sistem serão descobertos com mais tempo de pesquisa nesta primeira versão beta.

*Júlio Fábio Chagas é Diretor de Estratégia e Marketing da MC1 - Mobile Done Right.

Siga o Canaltech no Twitter!

Não perca nenhuma novidade do mundo da tecnologia.