YouTube não consegue controlar materiais ofensivos veiculados em sua plataforma

Por Ares Saturno | 20 de Abril de 2018 às 18h30
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Após um ano de promessas em relação à monetização de conteúdos de cunho ofensivo, o YouTube ainda não conseguiu dar muitos passos para impedir que canais ganhem dinheiro veiculando materiais que vão contra os Direitos Humanos. Desde abril de 2017, quando a plataforma de vídeos reconheceu que havia perdido o controle sobre o que seus parceiros publicavam, pouco foi feito de efetivo para barrar a monetização de conteúdos de notável intolerância.

Em janeiro de 2018, foram anunciadas mudanças na monetização de canais com intuito de desincentivar os materiais que incluem desde nazistas supremacistas brancos a argumentações a favor da descriminalização da pedofilia. Nesse mesmo mês, o youtuber Logan Paul sofreu diversas sanções na plataforma, após publicar vídeo com imagens explícitas de um cadáver de um homem que havia se suicidado horas antes. No mês seguinte, o Youtube anunciou uma desmonetização total, porém temporária, do canal de Logan Paul. 

Também data de janeiro de 2018 o programa Creators fo Change, que visa incentivar publicações que promovam a compreensão entre humanos e a empatia.

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Entretanto, o cotidiano do YouTube parace ter mudado pouco de lá para cá. Ainda é possível ver vídeos defendendo xenofobia, falando sobre diferenças biológicas que tornariam pessoas negras menos capazes que pessoas brancas, ou mesmo pedófilos assumidamente falando sobre a descriminalização dos relacionamentos sexuais com crianças. Aqui no Brasil, recentemente denunciamos canais brasileiros que publicam vídeos de crianças com a nítida intenção de estimular a pedofilia, ainda que os conteúdos não sejam pornográficos, propriamente ditos.

Mas, voltando aos vídeos de cunho nazista, o disparate não acaba aí: esses vídeos de cunho retrógrado aos Direitos Humanos são, frequentemente, recheados de propagandas que indicam que os responsáveis por aqueles materiais estão usando o YouTube para tirar dinheiro em cima de suas ideias criminosas. Fica a sensação de que o YouTube cresceu demais e está com dificuldade para conseguir, de uma vez por todas, tornar sua plataforma um lugar mais agradável. Contudo, seguimos acompanhando as investidas da companhia no combate a esse tipo de conteúdo que nem deveria estar ali, para começo de conversa.

Fonte: TechCrunch

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