YouTube é acusado de coletar dados de crianças de forma ilegal

Por Natalie Rosa | 09 de Abril de 2018 às 15h56
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O YouTube vem coletando informações de usuários crianças para fins publicitários, segundo um documento registrado por uma associação de grupos de proteção e defesa infantil na Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos.

De acordo com os grupos, o YouTube analisa os dados pessoais de usuários com menos de 13 anos, assim como sua localização, mesmo com o fato de que apenas maiores de 13 podem acessar a plataforma e que a prática de coleta de informações de crianças seja ilegal.

Denúncia

"Por anos, a Google tem abdicado sua responsabilidade com crianças e famílias declarando de maneira falsa que o YouTube, um site repleto de desenhos, rimas infantis e anúncios de brinquedos, não é para crianças menores de 13 anos. A Google lucra imensamente entregando anúncios para crianças e deve cumprir com a COPPA (Lei de Proteção de Privacidade Online para Crianças). É hora de a Comissão de Comércio Federal responsabilizar a Google por suas práticas ilegais de coleta de dados e publicidade", conta Josh Grolin, diretor executivo da Comissão de Comércio Federal.

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O YouTube Kids, lançado em 2015, trabalha apenas com conteúdo e anúncios selecionados como apropriados para crianças e, recentemente, a plataforma anunciou a contratação de milhares de moderadores para fazer o monitoramento de conteúdo. No entanto, a associação afirma que o YouTube está ciente da quantidade de crianças que acessam os demais vídeos diariamente, mesmo sem a permissão e controle dos pais.

Defesa

Em resposta, o YouTube afirmou que, antes mesmo da reclamação, a prioridade máxima da plataforma de vídeos sempre foi proteger crianças e suas famílias. "Nós vamos ler a reclamação por inteiro e avaliar se há algo que podemos melhorar. Pelo fato de o YouTube não ser para crianças, nós investimos significativamente na criação do app YouTube Kids para oferecer uma alternativa especificamente desenvolvida para crianças", rebate o YouTube.

A denúncia surge em um cenário em que usuários vêm mostrando descontentamento com a forma na qual as redes sociais vêm utilizando nossos dados, assim como o que aconteceu com o Facebook e a polêmica da Cambridge Analytica e o fornecimento de dados de 87 milhões de usuários para a campanha de Donald Trump nas últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Fonte: Ubergizmo

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