WhatsApp está se tornando fonte de notícias para usuários, diz pesquisa

Por Redação | 23 de Junho de 2017 às 11h29
photo_camera Divulgação

Uma pesquisa sobre os hábitos de consumo de notícias online levou à noção de que o WhatsApp está se tornando, cada vez mais, a fonte preferida dos usuários na hora de obter notícias. Os dados de 36 países levaram a um total de 15% das pessoas utilizando o mensageiro e o contato com familiares e amigos na hora de se informar.

Pode parecer pouco, mas de acordo com os pesquisadores do Instituto Reuters e da Universidade de Oxford, responsáveis pelo estudo, é uma tendência que vem crescendo significativamente. O WhatsApp, de um ano para o outro, se tornou o segundo maior sistema usado para obtenção de notícias, atrás apenas do Facebook, com 47% de preferência e grande declínio ao longo do tempo.

E o motivo é exatamente o que você está imaginando: preocupados com as notícias falsas compartilhadas nas redes sociais, os usuários estariam procurando o WhatsApp, e principalmente seus grupos, devido à familiaridade com quem as envia. Ao receberem dados de familiares e amigos, por exemplo, eles não cogitariam que, ali, também poderiam estar sendo levadas adiantes informações incorretas.

O mensageiro é a fonte mais popular de notícias na Malásia, onde 51% dos participantes do levantamento dizem utilizá-lo não apenas pela possibilidade de receber informações em primeira mão, mas também pela possibilidade de discuti-las. Nos Estados Unidos, entretanto, ocorre o inverso, com apenas 3% considerando o WhatsApp como um bom aplicativo para isso.

A pesquisa também traça um panorama negativo para a indústria da mídia, com 24% dos participantes afirmando confiarem nas redes sociais para distinguirem o que é verdadeiro do falso. Entretanto, apenas 40% disseram confiar no noticiário tradicional para isso, enquanto outros 30% evitam intencionalmente os meios comuns de informação, citando a falta de credibilidade e preferindo outros meios para se informar.

É um quadro extremamente negativo e perigoso, principalmente quando se leva em conta que o WhatsApp não apenas faz parte do Facebook, mas que seu uso também é estritamente semelhante nesse sentido. O compartilhamento de informações sem checagem rola solto, e ainda existe o perigo dos “informantes”, que muitas vezes transmitem notícias em primeira mão, frutos de mal-entendidos bem-intencionados ou simples tentativas de minar uma discussão pelo envio de dados mentirosos.

Enquanto o Facebook, em si, pode (e está) fazendo algo para impedir a proliferação de “fake news”, minando o alcance delas no feed de notícias, o mesmo não pode ser dito do WhatsApp. Não existem meios de impedir ou minimizar o alcance de uma mensagem em um grupo ou enviada diretamente ao contato. Resta, apenas, confiar na pessoa ou realizar a checagem pelos próprios meios.

Fonte: CNET

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.