Versão infantil do YouTube estaria exibindo vídeos impróprios

Por Redação | 19 de Maio de 2015 às 13h05

O Google voltou a se envolver em problemas nesta semana por causa do YouTube Kids, a versão infantil de sua plataforma de vídeos que é exclusiva de dispositivos mobile. Depois de se ver acusada de exibir anúncios maquiados para os pequenos, instituições de defesa aos direitos das crianças e do consumidor, nos Estados Unidos, apontam agora a exibição de vídeos impróprios em meio à curadoria feita pela companhia.

Trata-se da mesma reclamação sobre publicidade já feita à Federação de Comércio dos EUA em abril, logo após o lançamento do app, agora atualizada com mais dados. Grupos como o Centro de Democracia Digital e a Campanha por uma Infância Livre de Comerciais, exibem agora provas de que a seleção de clipes exibidos para o público infantil não apenas privilegia os lucros, mas também traz conteúdo nada adequado.

Os grupos encontraram, por exemplo, vídeos que contam com piadas sobre pedofilia, linguagem sexual e uso de drogas, além de experimentos científicos que envolvem artigos como armas disparadoras de pregos, fósforo, facas e baterias automotivas. Uma paródia do filme “Cassino”, feita por personagens de “Vila Sésamo”, também foi encontrada no aplicativo, bem como clipes de degustação de vinhos e um vlog que fala sobre suicídio.

Em teoria, o YouTube Kids foi criado pelo Google para dar aos pais uma maneira segura e controlada de entregar aos filhos conteúdo de qualidade da maior plataforma de vídeos do mundo. Disponível para Android e iOS, o aplicativo é cheio de opções parentais e conta com clipes certificados, que vão desde indicações de canais de televisão infantis até marcas de brinquedos e outros produtos – o que, inclusive, motivou as reclamações iniciais sobre publicidade oculta.

Agora, a investigação da Federação de Comércio envolve não apenas regras relacionadas ao marketing, mas também possíveis quebras nos direitos dos consumidores, uma vez que o Google estaria alegando entregar um tipo de serviço que não estaria sendo realizado. As organizações reclamantes pedem que a empresa cesse imediatamente as operações do YouTube Kids até que os problemas apontados sejam solucionados.

Em resposta, a empresa disse que leva sua plataforma muito a sério e pediu a ajuda dos pais e usuários na identificação de vídeos que possam ser impróprios, por qualquer motivo. Dessa forma, os clipes passam por um processo de verificação manual e individual e, se identificados como realmente irregulares, são removidos imediatamente do software.

Além disso, repetindo declarações já feitas anteriormente, disse que não coleta dados de seus usuários em hipótese alguma, e lembrou ter trabalhado com grupos como os reclamantes para garantir uma experiência segura e confiável no YouTube Kids. O Google, porém, não entrou em detalhes sobre formas de monetização utilizadas no aplicativo.

Fonte: PC World

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