Turquia bloqueia acesso a redes sociais após prisão de líderes curdos

Por Redação | 04 de Novembro de 2016 às 07h54

O grupo de monitoramento Turkey Blocks relatou na madrugada desta sexta-feira (04) que a Turquia restringiu o acesso a serviços como Twitter, Facebook, WhatsApp e YouTube em todo o país. A restrição, alega o referido grupo, foi realizada a nível dos provedores de serviço e quem tenta acessar tais sites se depara com a indisponibilidade das páginas ou uma lentidão insuportável.

Esta não é a primeira vez que as autoridades turcas restringem o acesso às páginas e serviços, e a prática já se tornou comum quando Ancara quer censurar a cobertura midiática de incidentes políticos e evitar possíveis protestos e revoltas nas ruas.

No caso desta sexta, o incidente parece estar ligado à detenção policial de 11 dirigentes do Partido Democrático dos Povos, o HDP, principal grupo político pró-curdo da oposição. Os membros do HDP foram presos sob suspeita de crimes relacionados à "propaganda terrorista" e ligação com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, considerado pelo governo turco uma organização terrorista.

De acordo com o portal Salon, o caso é um desdobramento de uma tentativa malsucedida de golpe que ocorreu em julho. De lá para cá, o governo vem cerceando a democracia do país, reestruturando o Estado e prendendo aproximadamente 40 mil pessoas.

Neste exato momento, a cobertura do incidente vem sendo feita graças à utilização de redes privadas virtuais, as VPNs.

Via Turkey Blocks, The Next Web, Salon

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