Tudo o que você precisa saber para começar o dia (20/07)

Por Redação | 20.07.2016 às 07:59 - atualizado em 20.07.2016 às 08:36
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Para quem esperava que esta quarta-feira (20) seria monótona como todas as outras, se enganou. Embora estejamos no meio de uma semana que parece se arrastar para o seu fim, o dia já começou cheio de polêmicas, reviravoltas e questões delicadas para tratarmos. Afinal, mais uma vez, o WhatsApp teve suas operações suspensas no Brasil. Esta foi a terceira vez em menos de um ano, o que significa que a Justiça brasileira já pode pedir música no jornal de domingo. E o motivo foi o mesmo: obstrução de justiça. Como os dados das conversas são criptografados, a empresa não tem acesso ao conteúdo dos bate-papos, mas os juízes brasileiros insistem em punir o serviço por isso. Por sorte, desta vez, o bloqueio decretado por uma juíza do Rio de Janeiro durou apenas algumas horas, já que o Superior Tribunal Federal (STF) derrubou a medida ainda ontem, alegando que o bloqueio fere o direito constitucional do brasileiro à liberdade de expressão.

Porém, as coisas não pararam por aí. Embora a questão tenha sido resolvida no dia, ninguém ficou satisfeito com a nova suspensão do WhatsApp no país. Enquanto a grande maioria das pessoas apenas reclamou ou baixou o Telegram, outros decidiram colocar a mão na massa. Foi o caso do grupo hacker Anonymous, que derrubou o site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro como forma de protesto. Em uma publicação em seu perfil oficial no Facebook, os ciberativistas reivindicaram o ataque fazendo uma analogia com o filme e o quadrinho V de Vingança, no qual o personagem principal destrói o Parlamento para simbolizar a “destruição de um símbolo que há tempos desvirtuou-se”. Na chamada #OpStopBlocking, eles derrubaram a página para passar a mesma ideia: a reação da população a esse sistema falho.

E o bloqueio do WhatsApp também teve reflexos políticos. Ao mesmo tempo em que o STF trouxe o aplicativo de volta para nossas vidas, o Governo Temer já planeja uma lei para obrigar o serviço a quebrar sua criptografia. De acordo com o Ministro da Justiça Alexandre Morais, o governo está desenvolvendo um projeto de lei que visa regulamentar o acesso a informações necessárias em investigações policiais. Ele não explicou exatamente como essa lei vai funcionar e nem como ela seria regulamentada, mas a ideia é evitar que novas suspensões como essa aconteçam. Segundo Morais, a ideia é fazer com que a Justiça tenha acesso a esses dados de maneira direta, indo direto à empresa detentora dessas informações. O problema é que isso pode esbarrar em uma questão bastante delicada que pode aproximar o Brasil de alguns Estados autoritários. Enfim, cenas para o próximo capítulo.

Deixando a treta com o WhatsApp um pouco de lado, outro aplicativo bastante polêmico voltou a ser notícia no Brasil — e não foi por coisa boa. O Uber vai ficar mais caro em São Paulo por conta das novas regras que a Prefeitura estabeleceu para que o serviço passe a funcionar na cidade. Para poder ser autorizado, o serviço terá de pagar uma taxa ao governo de R$ 0,10 por quilômetro rodado, o que vai acabar encarecendo o valor final das corridas. Isso significa que uma corrida de 10 km vai ficar R$ 1 mais cara. Parece pouco, mas vai deixar o valor final um pouco mais salgado para quem estava acostumado a usar o app para cruzar grandes distâncias. O Uber anunciou que vai exibir toda essa tributação na tela do smartphone do usuário para que ele saiba pelo que está pagando.

Por fim, vamos falar de coisa boa — pelo menos para a Nintendo. Diante do sucesso inegável de Pokémon GO, as ações da empresa dispararam rumo às estrelas. Isso não é nenhuma novidade, já que vemos isso acontecer desde o lançamento do game. No entanto, dados recentes revelam que essa valorização fez com que a companhia alcançasse seu maior valor histórico na Bolsa de Valores de Tóquio. Apenas para você ter uma ideia, na manhã de terça-feira, a Nintendo valia incríveis US$ 39,88 bilhões, superando a toda poderosa Sony e seus US$ 38,38 bi. E essa diferença fica ainda mais impressionante quando lembramos que esse valor total da Sony engloba todas as divisões da empresa, de jogos a smartphones e aparelhos tecnológicos. Mais do que isso, o valor atual da Nintendo corresponde a mais que o dobro do que ela valia antes do lançamento de Pokémon GO. Em outras palavras, Pikachu está imprimindo dinheiro adoidado dentro de sua Pokébola — e nada do jogo chegar ao Brasil.

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Escritórios da Nintendo estão em festa: Pokémon GO fez ações da empresa dobrarem de valor, superando a Sony