Tráfego do Google compensa queda nos acessos pelo Facebook, indica pesquisa

Por Redação | 16 de Fevereiro de 2018 às 12h04
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Todo mundo está cansado de saber que a internet funciona como um oceano, em que ondas antes gigantescas vão perdendo força e sendo seguidas por outras, vencendo aquele que souber surfar nesse mar e seguir na direção certa. É uma analogia possível para os números divulgados pela Chartbeat, que mostram a queda no total de acessos oriundos do Facebook sendo compensada por novos recursos e tendências apresentadas pelo Google.

Na primeira semana de fevereiro, a consultoria de mercado computou uma queda de 20% no tráfego em sites oriundo da rede social. São 200 milhões de visualizações a menos, fruto das mudanças no algoritmo que passaram a privilegiar postagens feitas por amigos e familiares em detrimento daquelas criadas por páginas, grupos e produtores de conteúdo. Foi uma medida que causou, e ainda gera, bastante crítica.

Entretanto, para quem soube se adaptar, essa diminuição foi mais do que compensada por usuários que chegaram às páginas por meio do Google. Nos primeiros dias deste mês, o tráfego vindo por meio dos motores de busca e outros serviços da empresa voltados para conteúdo aumentou 40%, gerando 466 milhões de visitas a mais do que no mesmo período de janeiro.

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Aqui, permanece uma tendência — o acesso por dispositivos móveis, que não para de subir —, mas surge outra. As Accelerated Mobile Pages, páginas de conteúdo hospedadas nos servidores da Google para garantir carregamento rápido e recursos interativos, revertendo esse acesso em visualizações para os detentores originais do conteúdo, vem apresentando crescimento rápido, com mais de 31 milhões de veículos já utilizando essa funcionalidade.

Mudanças no algoritmo levam Facebook a se distanciar da Google cada vez mais (Reprodução: Chartbeat)

São nomes como ESPN, The New York Times, The Washington Post e outros, que também são clientes da Chartbeat e contribuem para essa observação dos números. Inicialmente reticentes a hospedar seus textos, vídeos e outros materiais em servidores externos, os produtores enxergam cada vez mais a necessidade de tornar seu conteúdo disponível em diversas frentes, de forma a aumentar o alcance e atingir o usuário onde quer que ele esteja e independentemente da qualidade de sua conexão ou dispositivo utilizado para acesso.

Não é como se os dias do Facebook como trampolim estivessem acabando, porém. Os dados apresentados pela Chartbeat mostram a solidificação de uma tendência — o acesso por meio dos serviços da Google continua no topo, revertendo mais de 1 bilhão de visualizações por mês para os veículos. Entretanto, a rede social permanece em uma segunda colocação cada vez mais distante, com quedas constantes a levando para perto de uma marca de 700 milhões de cliques por mês — no passado, a empresa também chegou a se aproximar do bilhão e, também, da primeira colocação.

Ainda segundo os dados divulgados pela Chartbeat, 47% de todo o tráfego recebido pelos veículos de mídia em 2018 foi fruto de redirecionamentos, seja a partir de redes sociais ou serviços de busca. Google e Facebook, logicamente, contribuem para mais de metade desse total, mas a expectativa dos analistas é que as diferenças entre as duas as tornem cada vez mais distantes no ranking, com a gigante voltando a se solidificar no topo desse quesito.

Fonte: Re/Code

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