Tráfego brasileiro na web deve quase triplicar até 2020; média continua baixa

Por Redação | 09 de Junho de 2016 às 20h09

A mais recente versão do estudo "Visual Network Index", da Cisco, divulgado nesta semana, mostra que o tráfego de Internet no Brasil deverá aumentar cerca de 2,5 vezes entre 2015 e 2020. A previsão é que neste período o tráfego no Brasil chegue a 3,5 exabytes por mês, contra atuais 1,5 exabyte por mês. A velocidade média da banda larga no país também deverá crescer na mesma proporção. De acordo com o estudo, a banda larga fixa crescerá 2,3 vezes, passando de 8,5 Mbps para 19,5 Mbps. A taxa ainda é considerada muito abaixo da média mundial que atualmente é de 24,7 Mbps e chegará a 47,7 Mbps no período.

A pesquisa "Visual Network Index" também mostra que, em 2020, cerca de 46% das conexões no Brasil estarão acima dos 10 Mbps. Hoje, de acordo com os dados mais recentes de banda larga da Anatel, as conexões acima de 12 Mbps representam 29,7% do total. Em relação ao tráfego de IP, que vai além da Internet, a empresa espera que o volume de dados triplique. O atual consumo do Brasil é de 1,7 exabytes por mês, podendo chegar a 4,4 exabytes mensais em cinco anos, segundo a companhia. Do total de tráfego IP, o vídeo representará 85% no Brasil, acima da média mundial de 82%. Em 2015, esse tipo de conteúdo correspondia a 67% de todo o tráfego.

O número de usuários de Internet no país deverá aumentar significativamente de 97 milhões para 141 milhões. Isso representa um aumento de 47% para 65% na penetração da população conectada. A quantidade de dispositivos conectados à rede deverá subir de 519 milhões para 766 milhões no período, considerando comunicação máquina-a-máquina (M2M) e equipamentos da Internet das Coisas (IoT). Este número está abaixo do estudo anterior, que previa 785 milhões de dispositivos em 2019. Segundo o diretor de provedores de serviços da Cisco, Hugo Baeta, "aqui, as conexões M2M estão evoluindo em um ritmo um pouco abaixo dos países em desenvolvimento, mas ainda bem acentuado".

Dos 766 milhões de dispositivos conectados, 51% serão de conexões móveis ou wireless, sendo que 34% serão M2M e 29% smartphones. Já o PC, que atualmente corresponde a 73% do tráfego IP, será reduzido a 38% de participação em 2020. Os acessos via Wi-Fi também deverão aumentar segundo o estudo. Isso se dará por meio do uso de roteadores domésticos compartilhado para usuários de uma mesma operadora, o Wi-Fi community, além do uso de voz em HD, ou Wi-Fi calling.

Em números globais, em 2020 haverá cerca de 4,1 bilhões de usuários de Internet, o que corresponderá a 52% da população mundial. Atualmente, este número é de 3 bilhões. Ainda segundo o estudo, em 2020 haverá 26,3 bilhões de dispositivos em rede e conexões no mundo todo, bem acima dos 16,3 bilhões registrados em 2015.

Via: Exame
sFonte: Cisco

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