Total de spams cai para o menor nível desde 2003

Por Redação | 21.07.2015 às 08:09
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De todos os e-mails trafegados pela internet em junho de 2015, 49,7% foram spams. O número pode parecer alto, e realmente é, mas de acordo com a Symantec, responsável pelo levantamento anual, é digno de comemoração, pois essa é a primeira vez desde setembro de 2003 que as mensagens legítimas representaram mais de metade do total.

De acordo com o relatório de inteligência divulgado pela empresa de segurança, foram 704 bilhões de e-mails enviados durante o mês de junho – uma grande prova de que o correio eletrônico está longe de morrer como forma de comunicação. De todo esse montante, 353 bilhões corresponderam a spam, sejam eles mensagens maliciosas ou simples propagandas. A queda foi de 1,8% em relação a maio.

Segundo a Symantec, a perda de eficácia dos spams está fazendo com que os criminosos desistam de utilizar as mensagens como vetor de ataques, preferindo utilizar outros meios para conseguir dados dos usuários. Além disso, a pressão de autoridades contra a prática e também a melhoria dos sistemas de segurança faz com que as comunicações desse tipo nem mesmo sejam vistas pelos usuários, permanecendo para sempre em pastas específicas que muitas vezes nem são acessadas.

O mesmo também vale para empresas que utilizam as mensagens em massa como um método de propaganda e também acabam sendo bloqueadas por dispositivos de segurança. Leis mais rígidas de defesa ao consumidor também estão em vigor nos mais diversos países do mundo, de forma a proteger o usuário contra comerciais invasivos e uma tempestade de mensagens. Além disso, existe uma noção geral de que esse método pode até mesmo causar o efeito contrário, gerando uma queda nas vendas.

Em todos os casos, a ideia geral é reduzir os lucros gerados pelo uso do spam, seja para criminosos ou comerciantes. Se as mensagens em massa deixam de ser efetivas, elas também não mais circularão, acabando com serviços que promovem esse tipo de coisa e, por consequência, reduzindo o tráfego de dados inúteis pela internet.

Além disso, a Symantec aponta para o fato de que os números atuais, apesar de altos, estão longe de representar um problema, justamente por estarem em queda. Em junho de 2009, quando foi registrado o maior índice de spam da história, mais de 90% das mensagens trafegadas pela rede poderiam ser caracterizadas como algum tipo de spam.

Do lado do crime, ainda, a queda na eficácia dos spams não significa que os usuários estão mais seguros. Pelo contrário, o mês de junho também registrou um aumento no número de variações de malware – foram mais de 57 milhões no período – e um crescimento vertiginoso nos ransomwares, que tomam o computador ou smartphone como refém e exigem pagamento para liberação, caso contrário todos os arquivos são apagados.

Fontes: Symantec, VentureBeat