Tim Cook discorda de fala de Trump sobre Charlottesville e promete doações

Por Redação | 17 de Agosto de 2017 às 15h02

O conflito entre nacionalistas brancos e movimentos antirracistas dos Estados Unidos, que aconteceu em Charlottesville (Virgínia) no dia 13 de agosto, está gerando consequências no mundo corporativo. Desta vez, foi o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, que se manifestou sobre os eventos que deixaram três mortos e mais de 30 feridos.

Cook discordou publicamente do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia culpado as duas partes da manifestação. Em carta direcionado aos funcionários da empresa, o executivo é contundente: "Eu discordo do presidente e de outros que acreditam que há uma equivalência moral entre supremacistas brancos e nazistas e aqueles que se opõem a eles ao defender direitos humanos. Igualar os dois vai contra nossos ideais como norte-americanos".

Em outro trecho, Cook fala da posição da Apple: "Independente de nossas visões políticas, precisamos nos unir neste ponto, que somos todos iguais. Como companhia, por meio de nossas ações, nossos produtos e nossa voz, sempre vamos trabalhar para garantir que todos sejam tratados igualmente e com respeito".

Além da mensagem, Cook anunciou que a Apple vai doar US$ 2 milhões para dois grupos de defesa dos direitos humanos: o Southern Poverty Law Center e o Anti-Defamation League irão receber cada um metade do valor.

Manifestantes racistas em Charlottesville

A carta é mais um ato consequente tanto dos ataques em Charlottesviile como das respostas de Trump ao que aconteceu. O presidente dos EUA desmontou dois conselhos empresariais após a renúncia de vários líderes empresariais como protesto às declarações de Trump. 

"O que ocorreu em Charlottesville não tem lugar no nosso país. Ódio é um câncer e se o deixarmos impune vai destruir tudo em seu caminho. As cicatrizes dele duram por gerações. A história nos ensinou isso repetidas vezes, tanto nos Estados Unidos quanto ao redor do mundo", escreveu Cook na carta.

Mais empresas reagem a Trump e ao racismo

A Apple é mais uma empresa que toma posição diante do que aconteceu em Charlottesville. A AirBnB cancelou reservas feitas por ativistas racistas. Sites de conteúdo de ódio tiveram o domínio cancelado pela GoDaddy. Google, Zoho e Sendgrid recusaram as páginas também.

Facebook e Reddit apagaram páginas que estimulavam o ódio nas redes, e o Twitter criou um perfil para identificar os racistas de Charlottesville.

Já o PayPal retirou seus serviços de pagamento de páginas que disseminam o ódio e políticas nazistas.

Com informações de CNN Money, Recode