Seguidores do youtuber THC Procê estão sendo investigados por tráfico de drogas

Por Redação | 19 de Julho de 2016 às 20h51

Em junho deste ano, o professor de tecnologia da informação e segurança eletrônica, Sérgio Delvair da Costa, o THC Procê, foi preso por conta da plantação de 120 pés de maconha, encontrados em sua residência, em Brasília. Seu canal no YouTube passou a ser alvo de investigação da polícia por conta de seus vídeos, que mostravam formas para o cultivo de cannabis em casa.

Além do incentivo para a plantação, o THC Procê está sendo acusado por atrair os seguidores do canal para uma cooperativa de distribuição das sementes. Dessa forma, as 1,2 mil pessoas envolvidas com o youtuber agora também estão na mira dos policiais: "Nosso objetivo agora é identificar essas pessoas e saber qual o envolvimento de cada uma com esse tráfico", disse o delegado responsável pelo caso à BBC Brasil.

Uma das principais questões, e que está gerando grande polêmica nas redes sociais, é que para a investigação a polícia vasculhou o computador de Sérgio Delvair da Costa, e depois da prisão utilizou a conta do youtuber para a gravação de um vídeo. "Quero infomar que nós temos o endereço de cada um dos senhores. Vamos bater na casa de vocês e vão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico", disse um dos três policiais civis na gravação.

Diante do ocorrido, o advogado de defesa do acusado, Emílio Figueiredo, afirmou que a atitude dos policiais foi ilegal: "O que eles fizeram foi um abuso de autoridade. Eles violaram um sigilo telemático e usaram uma conta pessoal particular para publicar um conteúdo sem autorização. Depois disso, ficaram constrangindo e ameaçando as pessoas que criticavam a ação nas redes sociais. Eles [policiais] chegaram até a expor telefones pessoais de usuários nas redes", explicou.

A publicação dos policiais em nome de THC Procê acabou gerando protestos nas redes sociais, já que muitos consideram criminosa a atitude das autoridades. A hashtag "#‎LiberdadeTHCProcê" tomou conta do Twitter e do Facebook, com manifestações pedindo a soltura de Sérgio Costa.

Fonte: BBC

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