Rússia bane VPNs para evitar acesso a sites proibidos

Por Redação | 31 de Julho de 2017 às 10h33

O presidente russo Vladimir Putin anunciou neste domingo (30) a assinatura de uma lei que proíbe o uso de VPNs e todo tipo de serviço que mascare a conexão dos cidadãos do país. Marcada para entrar em vigor no dia 1º de novembro, a nova norma tenta adicionar mais dificuldade no acesso dos russos a sites e plataformas que são proibidos no país.

A medida vale tanto para redes privadas virtuais quanto opções que apenas garantem o anonimato na navegação. As plataformas do tipo que ainda estiverem acessíveis aos cidadãos deverão ser bloqueadas no final do ano, enquanto medidas para circundar as leis e fazer uso de tais serviços também ficam proibidas. Empresas como Apple e Google, que administram lojas de aplicativos, também serão obrigadas a retirar softwares desse tipo do ar.

Apesar das medidas, de acordo com o governo russo, a nova lei não chega para intensificar a censura governamental. Segundo um porta-voz do Kremlin, a mudança surge para garantir que conteúdo ilegal não seja acessado no país por meio de um corte nos meios usados para fazer isso, através da proibição de serviços que já faziam parte de uma lista negra desde 2014.

Apesar de afirmar que nenhum novo serviço foi adicionado à lista de proibição, a Rússia não exclui fazer isso no futuro. Hoje, a “lista negra” de plataformas que não podem ser acessadas na Rússia tem mais de 70 mil entradas, principalmente de sites de jogos de azar ou pornografia, mas também inclui alguns nomes da mídia internacional, bem como blogs de críticos ao Kremlin.

Outras normas existentes na internet do país obrigam as empresas a armazenarem informações de usuários em servidores locais - e entregá-los mediante pedido do governo sob o pretexto do combate ao terrorismo e proteção da soberania nacional. A gravação de ligações telefônicas também faz parte das medidas que precisam ser cumpridas pelas empresas de telecom.

Fonte: Reuters

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