Rússia ameaça punir Google por "promover" manifestações por eleições diretas

Por Felipe Ribeiro | 12 de Agosto de 2019 às 14h00
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O governo russo pediu que a Google não promova "eventos ilegais de massa" no YouTube depois que os manifestantes tomaram as ruas de Moscou para exigir eleições livres no sábado, informou a Reuters. O "Roscomnadzor", o cão de guarda de comunicações do estado, não gostou de ver as pessoas usando as notificações push da plataforma de vídeos para promover transmissões ao vivo desses acontecimentos.

Se a gigante das buscas não responder à carta de alerta do Roscomnadzor, "a Federação Russa considerará isso como interferência nos assuntos soberanos do Estado, bem como uma influência hostil e obstruindo a realização de eleições democráticas", disse o órgão de fiscalização em um comunicado, sem especificar qual ação seria necessária.

De acordo com o Wall Street Journal, os protestos de sábado levaram dezenas de milhares de pessoas às ruas da capital russa e outras cidades principalmente depois que algumas das celebridades e músicos do país pediram a seus milhões de seguidores nas redes sociais para participar das manifestações.

Imagem: Ulf Mauder/via Getty Images

Não foi a primeira vez que a Google passou a ser pressionada pelo Roscomnadzor. Recentemente, a empresa ajustou seus resultados de busca na Rússia para remover sites da lista negra no começo deste ano, depois de ter sido ameaçada com multas caso não o fizesse. Em 2018, a Rússia ameaçou bloquear o YouTube e o Instagram por conteúdo relacionado a um oligarca ligado à campanha presidencial de 2016 de Donald Trump, por exemplo.

Fonte: CNET

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