Redes de Internet das Coisas devem migrar do 2G direto para o 4G

Por Redação | 20.10.2015 às 16:09
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Uma grande fatia do mercado de telecomunicações, principalmente a Internet das Coisas (IoT), está deixando de necessitar dos serviços 2G, passando direto para o 4G. Um recente estudo da consultoria Berg Insight afirma que em quatro anos os aparelhos LTE (4G) na rede da Internet das Coisas terão superado em número as tecnologias GPRS (2G).

"A previsão é de que os embarques globais de equipamentos celulares para Internet das Coisas crescerão a uma taxa de 20,1% ao ano [CAGR], atingindo 239,7 milhões de unidades até 2020", aponta a consultoria.

Tobias Ryberg, analista e autor do relatório, comenta que o 2G ainda cresce em mercados emergentes e possui algumas vantagens de custo na Europa. "Mas a dinâmica econômica do 4G melhorou muito com o LTE Cat-O e o esperado padrão para LTE-M. Quando eles estiverem prontos, não haverá mais barreiras significativas contra a migração do 2G", pontua.

A migração direta para o 4G é mais evidente para a Internet das Coisas do que para os dispositivos móveis, diante das demandas específicas de custos dos equipamentos, vida útil das baterias e a transferência de grandes volumes de dados, mesmo que com velocidades mais baixas. Com base neste contexto, surgem novas tecnologias LTE voltadas à comunicação máquina a máquina.

"O 3G servirá como uma tecnologia de interina", diz o relatório que afirma que os embarques anuais de equipamentos com rede 3G chegarão ao pico em 2018, relatando ainda que são relevantes os movimentos por definições de bandas estreitas de rádio para o IoT. "Um padrão global para comunicações 'peso-leve' na Internet das Coisas é essencial para o mercado avançar", finaliza a pesquisa.

Fonte: Convergência Digital